Preservação ambiental e combate à grilagem
Com a campanha eleitoral de 2026 em curso, as propostas para o Distrito Federal ganham destaque, especialmente nas áreas críticas como meio ambiente e grilagem. Celina Leão (PP) denuncia que o Estado tem falhado no combate à grilagem, permitindo ocupações irregulares que geram submoradias e subcidades, com processos de regularização marcados por interesses políticos. Sua proposta envolve fiscalização rigorosa e oferta de Habitação de Interesse Social (HIS) em áreas ambientalmente preparadas, com infraestrutura básica.
José Roberto Arruda (PSD) reforça a necessidade de universalizar saneamento básico e coleta seletiva no DF. Ele planeja concluir o Parque Ecológico Burle Marx e retomar o Projeto Orla para transformar áreas verdes em espaços de lazer, cultura e turismo. Para conter a grilagem, aposta em programas de habitação que ofereçam terrenos e suporte financeiro para construção, além de regulamentação fundiária acessível.
Leandro Grass (PT) propõe inteligência e tecnologia contra invasões ilegais, com monitoramento por satélite em tempo real e o uso do Sistema Distrital de Informações Ambientais para detectar e desmanchar ocupações. Ele destaca a importância de moradias sociais pela Codhab para evitar a busca por áreas irregulares, oferecendo segurança jurídica às famílias e preservando as bacias hídricas.
Revitalização econômica e patrimonial dos centros urbanos
A degradação de Ceilândia, Taguatinga e W3 Sul preocupa os candidatos. Celina Leão aposta em levar moradia para essas regiões para garantir movimento, comércio e segurança. Ela também quer aproveitar imóveis públicos vazios para habitação de interesse social, alinhando revitalização com mobilidade e preservação ambiental, considerando o tombamento no Plano Piloto como referência urbanística.
José Roberto Arruda defende a desburocratização para facilitar a abertura de empresas e a requalificação dos centros comerciais e feiras locais. Seu foco é fortalecer o comércio de bairro, gerando empregos e renda, além de combater a criminalidade que cresce com o esvaziamento desses espaços.
Já Leandro Grass quer resgatar esses centros utilizando o poder de compra do governo e microcrédito com juros baixos para pequenos comerciantes pela linha Fomenta-DF. O objetivo é recuperar espaços públicos e atrair novas atividades econômicas, criando empregos de qualidade próximos às residências dos moradores.
Impulso à economia criativa
O setor criativo é visto como estratégico para gerar empregos e renda. Celina Leão planeja apoiar empreendedores de audiovisual, música, moda, design, artesanato, gastronomia, games e cultura, com qualificação, crédito acessível e menos burocracia. Ela destaca a aproximação com tecnologia, turismo e mercados consumidores para fortalecer talentos regionais.
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Fonte: soudebh.com.br
José Roberto Arruda pretende lançar o Programa Distrital de Economia Criativa e Inovação, com estratégias focadas em audiovisual, design, gastronomia, moda e artes digitais. O objetivo é fornecer ferramentas de fomento para esse setor produtivo que gera milhares de empregos.
Leandro Grass quer instituir a Fundação do Patrimônio Cultural, descentralizar o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) com editais regionais e cotas para periferias, além de criar incubadoras culturais integradas ao turismo. A meta é garantir espaço cultural em cada cidade, unindo arte à escola em tempo integral e descentralizando o lazer.
Políticas para a população idosa
Celina Leão propõe criar o Hospital do Idoso, com atendimento especializado em geriatria e uma rede integrada de cuidado que conecta UBSs, equipes de Saúde da Família, reabilitação e hospitais para garantir continuidade. Ela destaca ainda políticas para proteção, convivência, autonomia e inclusão, visando saúde, dignidade e segurança no envelhecimento.
José Roberto Arruda quer Clínicas Abertas de Ativação Esportiva e Convivência, reformular parques e centros de convivência, oferecendo atividades físicas supervisionadas para manter a motricidade. Seu Programa de Esporte para Toda a Vida visa a atividade física para todas as idades, aproveitando estruturas como os Centros Olímpicos.
Leandro Grass busca garantir envelhecimento digno com expansão de Centros-Dia, Instituições de Longa Permanência e atenção domiciliar. Também aposta em fortalecer a Atenção Primária com geriatras e equipes multiprofissionais e em cursos para proteger idosos de golpes digitais, além de garantir acessibilidade plena em calçadas e transporte público.
Rediscussão da Lei do Silêncio
Sobre a Lei do Silêncio, Celina Leão reconhece a polêmica e defende diálogo responsável para equilibrar o direito ao descanso dos moradores e a liberdade de bares, restaurantes e eventos culturais. Propõe ouvir moradores, empresários e artistas para aperfeiçoar a lei.
José Roberto Arruda lembra que a lei foi criada em seu governo, em 2008, estabelecendo limites de ruído e fiscalizações. Ele defende respeito a trabalhadores, empreendedores e frequentadores, mantendo-se aberto a ouvir a população caso haja interesse em rediscussão.
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Fonte: vitoriadabahia.com.br
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Fonte: noticiadesalvador.com.br
Leandro Grass aposta no diálogo aberto para equilibrar sossego e o pulsar econômico-cultural da cidade. Defende soluções integradas entre comércio, fiscalização e vizinhança para manter empregos, turismo e segurança nas ruas, ao mesmo tempo em que garante tranquilidade aos moradores.
Propostas adicionais dos candidatos Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo) e Samara Mineiro (UP)
Ricardo Cappelli (PSB) planeja criar delegacia especializada contra grilagem e implantar monitoramento por satélite no DF. Propõe choque de ordem para revitalizar Ceilândia, Taguatinga e W3 Sul, transferindo o governo para o Centrad para movimentar o comércio. Quer transformar áreas abandonadas em polos de inovação e economia criativa e ampliar centros de convivência para idosos, sem rediscutir a Lei do Silêncio, preferindo diálogo e regras claras.
Paula Belmonte (PSDB) reforça que o Estado falha em coibir grilagem e pretende promover Habitação de Interesse Social. Para reverter degradação econômica, defende moradia, comércio e segurança, aproveitando imóveis públicos. Enxerga a economia criativa como setor estratégico e quer criar o Hospital do Idoso. Sobre a Lei do Silêncio, aposta em diálogo para equilibrar direitos.
Kiko Caputo (Novo) destaca proteção ao Cerrado e prevenção à grilagem via tecnologia e fiscalização integrada. Propõe requalificação urbana, segurança e valorização do patrimônio nos centros urbanos, além de fortalecer o Fundo de Apoio à Cultura. Quer criar Política Distrital de Envelhecimento Saudável e não planeja rediscutir a Lei do Silêncio, defendendo segurança jurídica e apoio à cultura.
Samara Mineiro (UP) critica o modo de produção capitalista e propõe combate ao desmatamento, frentes de trabalho ambiental e coleta seletiva total. Para os centros urbanos, aposta em repovoamento com moradia e espaços culturais, aliado a combate à criminalidade com tecnologia. Quer linhas de microcrédito para pequenos empresários e centros de convivência para idosos em cada bairro. Defende amplo debate para rediscutir a Lei do Silêncio, equilibrando sossego e cultura.
Essas propostas refletem os desafios e as prioridades para o Distrito Federal, com foco em impactos práticos direto na qualidade de vida, geração de emprego e desenvolvimento sustentável da região.

