Premiação destaca a força do cinema mineiro e a diversidade temática
Brasília recebeu com destaque a mostra de longas-metragens que mesclaram qualidade técnica e narrativa sensível, revelando diretores e atores comprometidos com histórias profundas. “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, de André Novais Oliveira, conquistou o principal prêmio da maratona candanga. O filme, que mistura delicadeza no retrato do luto com elementos de ficção científica, reafirma a boa fase do cinema mineiro. A obra traz à tona famílias negras e seus processos de perda de forma original, uma temática que também marcou o premiado “Nosso Segredo”, de Grace Passô, vencedor em Gramado.
Reconhecimento para elenco e equipe técnica
Além do prêmio principal, o longa de Oliveira recebeu ainda os troféus de melhor roteiro e figurino. A dupla de protagonistas, Norberto Novais Oliveira, pai do diretor, e a escritora Conceição Evaristo, que estreia como atriz, ganhou menção honrosa, evidenciando a força interpretativa que sustenta a narrativa.
Outros destaques da maratona
“Pequenas Tragédias”, dirigido por Daniel Nolasco, também brilhou, conquistando prêmios de melhor direção, melhor ator para Guilherme Théo, melhor ator coadjuvante para Aivan, além de reconhecimento na montagem e trilha sonora. O filme traz um olhar crítico sobre a cidade goiana de Catalão, explorando temas como conservadorismo e homofobia, e foi premiado pela Abraccine, associação que reúne críticos de cinema brasileiros.
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Documentário político encanta público próximo às eleições
O documentário “Tudo É Tempo”, de Marcos Guttmann, surpreendeu ao levar o Prêmio Especial do júri oficial, o prêmio de melhor filme pelo Júri Popular e o Prêmio Saruê, do jornal Correio Braziliense. A produção acompanha, em 20 anos, a trajetória eleitoral de quatro pessoas, revelando as complexidades da política brasileira em um momento decisivo.
Premiação completa da maratona candanga
Além dos principais vencedores, outros filmes e profissionais foram reconhecidos nas categorias:
- Melhor Longa-Metragem – Júri Oficial: Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira (MG)
- Melhor Longa-Metragem – Júri Popular: Tudo É Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
- Melhor Direção: Daniel Nolasco (GO), por Pequenas Tragédias
- Melhor Roteiro: André Novais Oliveira (MG), por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
- Melhor Atriz: Martha Nowill, por Privadas de Suas Vidas (RS)
- Melhor Ator: Guilherme Théo, por Pequenas Tragédias
- Melhor Atriz Coadjuvante: Aivan, por Pequenas Tragédias, e Olivia Torres, por Privadas de Suas Vidas
- Melhor Ator Coadjuvante: Lucas Leto, por Todo o Sentimento (BA)
- Melhor Fotografia: Victor de Melo, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
- Melhor Direção de Arte: Juliana Lobo, por Privadas de Suas Vidas (SP)
- Melhor Figurino: Diana Moreira, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia (MG)
- Melhor Trilha Sonora: Daniel Nolasco, por Pequenas Tragédias
- Melhor Edição de Som: Lucas Coelho, por Sabes de Mim, Agora Esqueça (DF)
- Melhor Montagem: Luciano Carneiro, por Pequenas Tragédias (GO)
- Menção Honrosa – Longa: Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira, por Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Cenário cultural e circulação das obras premiadas
O resultado da maratona candanga reflete não apenas a qualidade técnica dos filmes, mas também a relevância cultural das narrativas, que dialogam com identidades e experiências regionais. Obras como “Vidas (RS)”, “Sentimento (BA)”, “Esqueça (DF)”, “Vidas (SP)” e “Vivia (MG)” ampliam esse panorama, reforçando o vigor da produção audiovisual brasileira. A capital federal se consolida como palco para a circulação dessas histórias, cada vez mais próximas do público.
Os próximos passos incluem a continuidade da exibição dessas obras em festivais e espaços culturais, ampliando a discussão sobre temas sensíveis e promovendo o acesso a diferentes perspectivas. Brasília reafirma assim seu papel como centro de encontro para o cinema que provoca, emociona e instiga reflexões.

