Iniciativas em prol do agronegócio são apresentadas na Câmara dos Deputados
No último dia 11 de março de 2026, uma sessão solene na Câmara dos Deputados deu início à Agenda Legislativa do Agronegócio para 2026, destacando projetos relevantes para o setor. O evento, que contou com a presença de diversas autoridades, visa abordar as necessidades do agronegócio, que representa aproximadamente 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e 50% das exportações brasileiras. Anualmente, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresenta no Congresso Nacional a agenda legislativa, que se tornou uma ferramenta essencial para a defesa dos interesses dos produtores rurais.
O deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), que preside a Frente Parlamentar da Agropecuária, ressaltou a importância da colaboração com a CNA para encontrar soluções efetivas para o setor. “A parceria nos possibilita entender quais são as demandas e, principalmente, reagir na proteção e na defesa intransigente do produtor rural brasileiro”, destacou.
Segurança Jurídica e Competitividade em Foco
A senadora Teresa Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, detalhou que a nova agenda está estruturada em dois eixos principais: segurança jurídica e ambiente de negócios, e competitividade no mercado internacional. Esses aspectos são considerados cruciais para o fortalecimento do agronegócio brasileiro.
Demarcação de Terras e Sucessão Familiar
O deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), um dos responsáveis pela convocação da sessão solene, mencionou que a Agenda do Agro inclui vários projetos que estão em tramitação na Câmara. Dentre eles, questões como demarcação de terras e invasões, ajuste fiscal e ampliação da infraestrutura. Ele enfatizou a necessidade de simplificar e desburocratizar o acesso a ferrovias, rodovias e soluções de armazenamento, de modo a facilitar o escoamento da produção rural.
Outro projeto relevante na lista de prioridades é de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), que propõe a criação de uma política nacional voltada para a juventude e a sucessão no campo. Silva alertou para a preocupação com o envelhecimento da população rural, destacando que muitos dos habitantes do campo estão acima dos 50 anos e que é essencial implementar medidas que incentivem os jovens a permanecer no ambiente rural. “Precisamos que o governo federal e nós, deputados e senadores, adotemos estratégias para motivar a juventude a ficar no campo”, concluiu.

