Reconhecimento oficial em meio a investigação
Thiago Miranda, publicitário que recentemente foi o único alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), recebeu o título de cidadão benemérito de Brasília. A honraria é destinada a pessoas que tenham prestado serviços relevantes à sociedade do Distrito Federal ou que se destacaram em suas áreas, contribuindo para o desenvolvimento social, cultural ou esportivo da capital, conforme estabelece a Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A iniciativa para conceder a homenagem a Thiago Miranda partiu do deputado Pepa (PP), que na época era líder do governo de Ibaneis Rocha (MDB). A reportagem solicitou esclarecimentos ao parlamentar sobre os motivos da indicação e aguarda resposta.
Investigação da Polícia Federal
Na operação que atingiu Thiago Miranda, ele é suspeito de coordenar uma ação nas redes sociais voltada a comprometer a credibilidade e a atuação do Banco Central. As investigações apuram a existência de uma organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e à obtenção indevida de informações sigilosas.
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A defesa do publicitário divulgou uma nota negando qualquer prática ilegal por parte de Miranda. Ele é proprietário da Miranda Comunicação, também chamada Agência MiThi, e se apresenta nas redes sociais como fundador e sócio do portal de notícias Léo Dias.
Acusações envolvendo influencers e o Banco Master
Thiago Miranda é investigado por supostamente contratar influencers para defender o Banco Master e atacar de forma coordenada o Banco Central durante o processo que levou à liquidação da instituição financeira. Em depoimento à PF em março, ele negou ter contratado influenciadores para atacar autoridades ou órgãos do Estado, afirmando que o trabalho tinha como objetivo a “reconstrução reputacional da imagem” do dono do Master.
Em janeiro, o portal g1 revelou detalhes sobre o esquema de contratação de influencers. Um criador de conteúdo digital de São Paulo, que pediu anonimato, afirmou ter recebido R$ 7,8 mil por uma única postagem com críticas ao Banco Central publicada em dezembro. Segundo ele, o pagamento foi feito pela empresa de Thiago Miranda. Após essa publicação, o influencer recusou uma proposta de contrato de três meses para continuar produzindo conteúdos semelhantes, que previa a produção de oito vídeos mensais e remuneração total de R$ 188 mil, descontando a comissão.
