Saúde como pauta central no segundo turno do Distrito Federal
A disputa pelo governo do Distrito Federal reflete uma polarização que acompanha a corrida presidencial. No segundo turno, a governadora Celina Leão (PP), buscando a reeleição, enfrenta o candidato Leandro Grass (PT). Curiosamente, ao contrário do cenário nacional, onde o PT defende a continuidade do governo Lula, no DF é o petista que propõe mudanças, enquanto Celina aposta na experiência acumulada na gestão.
Compromisso com a saúde nos primeiros 100 dias
Questionados sobre as prioridades para o início do governo, ambos os candidatos apontaram a saúde como pauta principal. Celina Leão enfatiza: “Meu primeiro compromisso é com quem está esperando atendimento na saúde”. Entre as promessas, ela destaca a ampliação do acesso a exames, consultas e cirurgias, além da melhoria no atendimento nas Unidades Básicas (UBS), acompanhando de perto os resultados para garantir qualidade.
Leandro Grass apresenta proposta alinhada à urgência do setor: “Meu compromisso para os primeiros 100 dias é fazer a fila andar”. Ele planeja declarar situação de emergência na saúde já no primeiro dia de governo e criar um comitê de acompanhamento integrado pelo Ministério Público, sociedade civil e especialistas. Grass também pretende promover mutirões de atendimento e convocar os 5 mil enfermeiros aprovados no concurso, buscando fortalecer a rede pública de saúde.
Propostas e ações em outras áreas
Celina destaca a continuidade do trabalho realizado nos últimos meses, com mais de 200 mil consultas e atendimentos, 22 mil cirurgias e 700 novos profissionais na saúde. Na segurança, cita a incorporação de 2 mil policiais, o projeto DF 360, que integra até 14 mil câmeras, e a implementação da identificação facial em ônibus e metrô prevista para 2027. Além disso, o programa GDF na Sua Porta já iniciou mais de 1.500 obras e serviços nas cidades.
Grass foca na construção de 10 mil unidades habitacionais por ano, integração do transporte com bilhete único no DF e no Entorno de Goiás, além da instalação de delegacias da mulher em todas as regiões administrativas, buscando ampliar o acesso e a segurança da população.
Diálogo e governança após as eleições
A polarização da disputa também aparece nas visões para o período pós-eleitoral. Grass se compromete a governar sem distinção de voto: “No dia seguinte à apuração, não existe mais cidade dividida pra mim”. Para ele, atender a todos é obrigação de quem governa, e promete retomar o Orçamento Participativo, além de estender a mão às forças políticas adversárias desde que haja compromisso com o programa e transparência.
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Celina assegura ausência de revanchismo e reforça que o papel da governadora é cuidar de toda a população, independentemente do voto. Ela também se dispõe a dialogar com lideranças contrárias e receber propostas, ressaltando que o foco deve estar no que importa para a população.
O desfecho da eleição no domingo (25) caberá ao eleitor, que decidirá o rumo do Distrito Federal. Cabe ao vencedor respeitar essa escolha e governar para todos, enquanto o derrotado deve reconhecer o resultado. Afinal, Brasília transcende qualquer disputa política ou ideológica.

