Início da Segunda Edição do Libertarte
A segunda edição do programa Libertarte começou na última quinta-feira (30), reunindo arte, cultura e economia solidária com o objetivo de fomentar o cuidado em liberdade nos centros de atenção psicossocial (Caps) do Distrito Federal. Essa iniciativa é voltada para gestores e profissionais da saúde mental, trazendo oficinas que exploram várias linguagens artísticas e práticas manuais, como horta, pintura e música.
Rosângela Fernandes Camapum, coordenadora-geral do projeto, ressalta que os conhecimentos adquiridos nas oficinas são benéficos para todos os usuários dos Caps. “Esse projeto visa levar arte e cultura para os usuários de saúde mental em todos os Caps, alinhado à perspectiva da reforma psiquiátrica antimanicomial, promovendo o cuidado em liberdade e complementando a assistência médica de forma autônoma, onde os usuários são protagonistas do seu próprio cuidado”, afirmou.
Formação de Profissionais e Continuidade do Tratamento
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A diretora substituta de Atenção Psicossocial, Jamila Zgiet, destacou que as oficinas têm o papel de preparar profissionais para oferecer um cuidado terapêutico centrado na liberdade do usuário. “A ideia é formar grupos que possam permanecer nos Caps, aprofundando-se em temas e continuando as oficinas de forma independente após a saída dos terapeutas”, explicou Zgiet.
Ela ainda acrescentou que, através dessas atividades, os usuários poderão assegurar a continuidade do tratamento. “As oficinas têm um caráter tanto terapêutico quanto produtivo. O foco é totalmente voltado para os usuários, promovendo sua autonomia e potencial de inserção no mercado de trabalho”, enfatizou.
Parcerias e Expansão da Iniciativa
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A parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília e a Secretaria de Saúde (SES-DF) é fundamental para a realização da iniciativa, que conta com profissionais dedicados a implementar atividades artísticas e de produção. Esses oficineiros são responsáveis por colocar em prática as oficinas de arte, cultura e geração de renda, além de aprimorar as ações já existentes nos centros de atenção psicossocial.
Fabiana Damásio, diretora da Fiocruz Brasília, destacou a replicação da iniciativa em outros estados do Brasil. “Este é um espaço de compartilhamento de tecnologias sociais. O que desenvolvemos nas oficinas é levado para outros locais e estados”, comentou.
