Investigação e Afastamento de Ibaneis Rocha

A federação composta pelo PT, PCdoB e PV protocolou uma queixa-crime no Superior Tribunal de Justiça (STJ), solicitando que a Procuradoria-Geral da República (PGR) inicie uma investigação sobre possíveis crimes comuns e atos de improbidade administrativa atribuídos ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Este movimento conta com o apoio de outras legendas, como PDT e Rede, e se fundamenta nas alegações relacionadas às transações financeiras entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.

De acordo com as investigações, o montante total das carteiras de crédito que podem ter sido adquiridas fraudulentamente chega à impressionante cifra de R$ 16,7 bilhões, previsto para os anos de 2024 e 2025. Os partidos envolvidos na queixa destacam a urgência de um afastamento cautelar de Ibaneis durante o processo investigativo, para evitar qualquer possibilidade de obstrução à justiça ou constrangimento às autoridades envolvidas.

As alegações apresentadas sugerem que Ibaneis teria uma “ampla capacidade de influência institucional” sobre a alta administração do BRB. A queixa-crime reforça que não restam dúvidas de que as negociações entre o Banco de Brasília e o Banco Master contaram com a articulação efetiva e a aprovação expressiva do governador, conforme reportado pela coluna de Lauro Jardim.

Desgaste na Imagem do Governador

A crise envolvendo o BRB e o Banco Master tem causado um significativo desgaste na imagem de Ibaneis Rocha. Recentemente, na sexta-feira (23), dois pedidos de impeachment foram protocolados na Câmara Legislativa do Distrito Federal, impulsionados pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que trouxe à tona depoimentos relevantes sobre o caso.

Um dos depoimentos mais impactantes foi o do empresário Daniel Vorcaro, que, em uma audiência com a Polícia Federal no dia 30 de dezembro, afirmou ter se reunido em várias ocasiões com Ibaneis para discutir a venda da instituição financeira ao BRB. De acordo com Vorcaro, as conversas foram realizadas de maneira institucional e contaram com a presença de outras pessoas, além de encontros pessoais em que o governador teria estado em sua residência e vice-versa.

Em resposta às acusações, Ibaneis Rocha concedeu uma entrevista à CNN, onde declarou que suas interações com Vorcaro foram limitadas e que nunca houve discussões sobre a operação entre os bancos. “Entrei mudo e saí calado”, afirmou o governador, tentando esclarecer sua posição diante das graves alegações.

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