Situação da manifestante em UTI revela o impacto de fenômeno atmosférico em ato político

Uma mulher ficou gravemente ferida após ser atingida por um raio durante uma manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e atualmente está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Marta, em Brasília. A paciente foi transferida na madrugada desta segunda-feira, 26, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para receber cuidados mais especializados. O ato que mobilizou os manifestantes ocorreu no último domingo, 25, na Praça do Cruzeiro.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou que, além da mulher na UTI, pelo menos outros quatro manifestantes permanecem internados devido aos incidentes provocados pela tempestade. No total, 41 pessoas foram atendidas pela rede pública de saúde após o ocorrido; entre elas, 36 já receberam alta e uma pessoa foi encaminhada para atendimento em uma instituição privada. Informações adicionais indicam que também há registros de feridos em unidades de saúde particulares da região.

O raio atingiu a área onde o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) estava promovendo um ato com seus apoiadores. Um boletim divulgado pelo Corpo de Bombeiros no final do dia apresentou dados alarmantes: 89 pessoas precisaram de socorro, 47 delas foram hospitalizadas e 11 necessitaram de atendimento médico em nível mais complexo. O evento, que começou como um ato de apoio político, rapidamente se transformou em uma situação de emergência de saúde pública, revelando os riscos associados a manifestações ao ar livre em condições climáticas adversas.

Os organizadores da manifestação, que esperavam um forte comparecimento, não contavam com a instabilidade climática que resultou no fenômeno. Durante a tempestade, o pânico tomou conta dos presentes, levando a uma corrida em busca de abrigo. A tragédia ressalta a importância de se considerar as condições meteorológicas antes de realizar eventos públicos, especialmente em períodos de tempestades.

Os relatos de testemunhas indicam que o momento em que o raio caiu foi de grande tensão entre os manifestantes. “Foi um susto enorme, as pessoas começaram a gritar e correr. Ninguém esperava por isso”, afirmou um dos participantes que preferiu não se identificar. A situação se agravou rapidamente, com os serviços de emergência tendo que atuar em meio à confusão.

As autoridades locais estão avaliando o que pode ser feito em termos de segurança para evitar que incidentes semelhantes ocorram em futuras manifestações. Além disso, a situação da mulher na UTI está sendo monitorada de perto pela equipe médica, que mantém a família informada sobre seu estado de saúde. O caso levanta questões sobre a proteção dos manifestantes e o planejamento adequado em eventos de grande porte.

Em momentos como esse, a solidariedade entre os participantes se torna ainda mais evidente, e ações de suporte psicológico têm sido oferecidas aos que sofreram traumas. A comunidade se mobiliza para dar apoio às vítimas e suas famílias, demonstrando que, mesmo em meio a tragédias inesperadas, a união pode fazer a diferença.

Esse incidente trágico não é um caso isolado; eventos políticos ao ar livre já registraram problemas semelhantes em outras ocasiões. Cabe agora às autoridades e organizadores refletirem sobre as lições aprendidas e como garantir que a segurança dos participantes seja uma prioridade em qualquer manifestação futura.

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