Detalhes da Apuração e Prisões
Três técnicos de enfermagem foram detidos sob a suspeita de homicídio de pelo menos três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga, no Distrito Federal, entre os meses de novembro e dezembro de 2025. Segundo as investigações, as mortes ocorreram em um intervalo aproximado de duas semanas, envolvendo vítimas identificadas como João Clemente Pereira, de 63 anos, Miranilde Pereira da Silva, de 75, e Marcos Moreira, de 33 anos.
De acordo com a apuração policial, em 17 de novembro, o mesmo técnico foi responsável pela administração de duas injeções letais que resultaram na morte de Miranilde Pereira da Silva e João Clemente Pereira, com os óbitos sendo confirmados dois dias após a aplicação. Em 1º de dezembro, a terceira morte foi registrada, sendo que a aplicação fatal em Marcos Moreira teria ocorrido na mesma data.
Sequência das Investigações
A sequência de eventos que levaram às descobertas e prisões ocorreu de maneira rápida. Após os falecimentos, o hospital começou a observar pioras súbitas e repetidas em pacientes, independentemente da gravidade de seus quadros clínicos. Enfrentando essa situação alarmante, a instituição decidiu formar um comitê interno para realizar uma análise detalhada, que resultou na coleta de evidências substanciais contra os suspeitos em menos de 20 dias.
No dia 11 de janeiro, a Polícia Civil do DF iniciou a Operação Anúbis. Durante esta fase, duas prisões temporárias foram efetuadas, além de mandados de busca e apreensão serem cumpridos em diversas localidades, incluindo Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, em Goiás.
Em 15 de janeiro, a segunda fase da operação foi desencadeada, resultando na prisão temporária da terceira investigada e na apreensão de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia, no Distrito Federal. A investigação segue ativa, com a polícia examinando a possibilidade de haver outras vítimas.
Posicionamento das Partes Envolvidas
A defesa de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, um dos acusados, afirmou que o princípio da presunção de inocência deve ser respeitado, destacando que o caso ainda está sob investigação e não há uma condenação formal. Em uma nota divulgada, os advogados caracterizaram as informações que circulam como “narrativas especulativas”, apontando que tais declarações antecipam um juízo de culpa inadequado.
O cenário sugere um desdobramento complexo e delicado, com a comunidade e a mídia atenta aos próximos passos da investigação. O Hospital Anchieta se encontra sob escrutínio, e as autoridades trabalham para esclarecer todos os detalhes dessa trágica série de eventos que impactou a confiança nas instituições de saúde da região.
