Decisão Judicial e Circunstâncias do Crime
A Justiça do Distrito Federal optou por manter a prisão de Vinícius de Queiroz, de 23 anos, que é acusado de assassinar a própria mãe, Maria Elenice de Queiroz, em um apartamento no Guará II. O caso ganhou repercussão após a audiência de custódia realizada nesta última quarta-feira (21/1), onde a prisão do jovem foi convertida em preventiva. O crime, que a polícia classifica como feminicídio, traz à tona discussões importantes sobre violência doméstica e suas consequências.
Confissão e Detenção
De acordo com informações da Polícia Militar, Vinícius, que é estudante de economia na Universidade de Brasília (UnB), confessou o crime à sua avó logo após o ocorrido. Em um momento de sinceridade, ele teria declarado: “Matei a minha mãe”. O jovem foi detido por policiais do 4º Batalhão da PM no apartamento da família, localizado na QE 40 do Guará II, onde o crime foi cometido.
Atuação Policial e Atendimento à Vítima
Após o incidente, a abordagem policial revelou o estado emocional de Vinícius. Segundo os relatos, ele estava sentado calmamente no sofá quando os agentes entraram na residência. Os policiais notaram uma aparente frieza no comportamento do jovem. Maria Elenice foi atingida com um golpe de faca no pescoço e, infelizmente, sofreu uma parada cardiorrespiratória. O Corpo de Bombeiros do DF informou que, mesmo com os esforços para reanimá-la, a vítima não sobreviveu aos ferimentos.
Perfil da Vítima e Contexto Familiar
Maria Elenice, além de mãe de Vinícius, era uma empreendedora ativa e mantinha um espaço da Herbalife na região do Guará. Sua morte chocou a comunidade local e levantou questões sobre os problemas enfrentados dentro de sua casa. A situação mostra como a violência doméstica pode se manifestar de formas inesperadas.
Investigação e Depoimento do Acusado
O caso agora está sob investigação da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que está tratando o crime como feminicídio. Durante os depoimentos, Vinícius revelou não sentir culpa nem remorso pelo ato. Ele afirmou que agiu por impulso e mencionou que já havia tido sonhos sobre a situação. O jovem também comentou sobre conflitos de personalidade que mantinha com a mãe, sugerindo que, em outras situações, já conseguira controlar seus impulsos. Essa parte do relato levanta questões sobre saúde mental e a necessidade de apoio adequado para jovens em situações semelhantes.
