Mudanças Importantes para Educadores Sociais Voluntários

No último sábado, 2 de maio de 2026, o Sindicato dos Trabalhadores em Políticas Públicas e Gestão Educacional do Distrito Federal (SAE-DF) realizou uma Assembleia Geral Extraordinária. O principal objetivo foi deliberar sobre mudanças no estatuto da entidade, que agora inclui educadores sociais voluntários e trabalhadores de apoio escolar da Secretaria de Estado de Educação do DF na base de representação do sindicato.

A assembleia foi amplamente comunicada, respeitando as normas legais, com o Edital de Convocação publicado no Diário Oficial e em veículos de grande circulação. Além disso, a convocação foi divulgada nos canais oficiais do SAE-DF e em cartazes afixados na Secretaria de Estado de Educação do DF, abrangendo a unidade central e as intermediárias.

A reunião foi conduzida pela presidente do SAE-DF, Sônia Vilarindo, e pela secretária da entidade, Sorlene Ferreira. Durante a abertura, foi feita a leitura do edital, que estabelecia quatro pontos principais para deliberação: a alteração do estatuto social, a inclusão dos educadores sociais voluntários e trabalhadores de apoio escolar, a consolidação do estatuto e a autorização para registros e averbações legais necessárias.

A proposta, apresentada pela mesa, foi aprovada pela maioria dos presentes com direito a voto, permitindo que o SAE-DF encaminhe as modificações estatutárias aos órgãos competentes, incluindo os procedimentos junto ao Ministério do Trabalho.

Durante a assembleia, surgiram questionamentos sobre a participação de trabalhadores não sindicalizados e educadores sociais voluntários. Ficou decidido que esses profissionais poderiam acompanhar a discussão como ouvintes, mas sem direito a voz ou voto nas deliberações estatutárias.

Relatos sobre Desafios e Falta de Direitos

Ao fim da parte formal da assembleia, foi aberto um espaço para manifestações de educadores sociais, monitores e representantes da carreira PPGE inscritos para falar. Os relatos trouxeram à tona as dificuldades enfrentadas por esses trabalhadores nas escolas públicas do DF.

Dentre os problemas destacados, a ausência de direitos como férias, 13º salário e garantia de afastamento por atestado médico foram os mais mencionados. Além disso, muitos participantes criticaram a remuneração, considerada insuficiente. Uma educadora social compartilhou sua experiência de ter sofrido agressões físicas de estudantes em um centro especial, sem receber o suporte adequado. Essa situação, segundo ela, é agravada pela falta de vínculo celetista ou estatutário.

O debate também abordou a urgência pela realização de concursos públicos. Parte dos presentes reforçou que a principal reivindicação sindical deve ser a convocação e realização de concursos, visando evitar a substituição de servidores efetivos por vínculos precários. Outros destacaram a presença significativa de educadores sociais voluntários nas escolas, clamando por sua representação e direitos mínimos imediatos.

Compromisso pela Valorização e Direitos dos Educadores

Em uma das falas finais, José Eudes Oliveira Costa, diretor da entidade e veterano do movimento sindical, enfatizou a importância da solidariedade de classe no enfrentamento da precarização do trabalho nas escolas. A direção do sindicato comprometeu-se a convocar uma nova reunião específica para construir uma pauta de reivindicações voltada aos educadores sociais voluntários.

Essa proposta visa organizar demandas relacionadas à dignidade salarial, condições de trabalho, proteção institucional e regularização de pagamentos. Para o SAE-DF, a deliberação representa um avanço significativo no debate sobre o trabalho, cuidado e apoio que mantém o funcionamento das escolas públicas.

A entidade reafirmou seu compromisso com a valorização dos profissionais da educação e a defesa do serviço público, buscando garantir condições dignas para todos os trabalhadores da rede pública de ensino do Distrito Federal.

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