Brasília como base estratégica de Flávio Bolsonaro
Brasília, capital federal e sede da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), ficou ausente dos atos de rua promovidos pelo senador e candidato à Presidência ao longo do período eleitoral, conforme levantamento da CNN. Apesar de residir e atuar como parlamentar na cidade, Flávio optou por manter a capital como seu principal ponto de apoio político, sem realizar manifestações públicas que mobilizassem eleitores nas ruas.
Nos meses que antecederam as eleições, Flávio concentrou suas atividades eleitorais em Brasília de forma concentrada em reuniões de campanha, gravações para programas eleitorais e redes sociais, além de anúncios de apoios políticos no segundo turno. Ele também participou de eventos simbólicos, como missa na Catedral, localizada na Esplanada dos Ministérios, reforçando sua presença institucional sem recorrer a atos públicos.
Decisão estratégica diante do eleitorado do Distrito Federal
A ausência de atos públicos na capital ocorreu mesmo diante da expectativa da candidata ao governo do Distrito Federal e aliada de Flávio, Celina Leão (PP), que sugeriu a realização de atos conjuntos nas ruas. A avaliação dos aliados do senador indica que o eleitorado local, embora relevante politicamente, representa um colégio eleitoral relativamente pequeno, com cerca de 2,25 milhões de eleitores aptos, posicionando o DF como o vigésimo maior do país segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Leia também: 7 de Setembro reúne Lula em Brasília e Flávio Bolsonaro na Paulista em atos distintos
Leia também: Estratégias de Lula e Flávio Bolsonaro na Campanha Presidencial: 20 Dias Decisivos
Flávio obteve uma votação expressiva no Distrito Federal, alcançando 51% dos votos válidos – o equivalente a 909.616 eleitores – superando Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recebeu 38%, ou 675.627 votos. Essa margem conferiu ao senador uma certa segurança na capital, justificando a priorização de outras regiões na mobilização de rua durante a campanha.
Conflitos internos e resultados eleitorais no Distrito Federal
A campanha também foi marcada pela ausência de eventos públicos conjuntos entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro (PL), madrasta do senador e senadora eleita pelo DF. Divergências políticas e disputa pelo legado eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantiveram distância entre eles, mesmo após afirmações públicas de reconciliação.
Nas eleições, o Partido Liberal (PL) garantiu as duas cadeiras ao Senado no Distrito Federal com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL), que juntas somaram 56,49% dos votos. Na Câmara dos Deputados, o PL conquistou três das oito cadeiras disponíveis no DF, elegendo Alberto Fraga, Thiago Manzoni e Izalci Lucas. A sigla também liderou a votação para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), elegendo cinco parlamentares.
Leia também: Flávio Bolsonaro pausa campanha para articular resistência ao fim da escala 6×1 em Brasília
Leia também: Flávio Bolsonaro suspende campanha para articular contra fim da escala 6×1 em Brasília
Atuação de Lula em Brasília e comparação eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), residente e coordenador da campanha na capital, promoveu dois atos públicos em Brasília, ambos realizados em Ceilândia, maior região administrativa do DF e segundo maior colégio eleitoral da cidade. Essas mobilizações ocorreram em meados de setembro e início de outubro, marcando o início da campanha para o segundo turno.
Apesar dessas ações, Lula recebeu menos votos que Flávio Bolsonaro em Ceilândia no primeiro turno, evidenciando a força do senador na capital mesmo sem a realização de atos de rua.

