O Valor Crescente da Economia da Experiência

Nos últimos anos, a relação dos consumidores com produtos e serviços tem mudado profundamente. Em vários segmentos, as empresas notam um movimento claro: a experiência associada ao ato de consumir ganha cada vez mais importância. Esse fenômeno é conhecido como economia da experiência, conceito difundido pelos pesquisadores Joseph Pine e James Gilmore em seu livro The Experience Economy.

Segundo esses autores, deixar de competir apenas por preço ou produto e investir na criação de experiências que gerem conexão emocional com o público pode ser um diferencial econômico decisivo. Para os consumidores, o valor está não só no que é comprado, mas também em como essas interações são vividas e lembradas.

Impactos Práticos na Decisão de Compra

Estudos da consultoria McKinsey & Company reforçam essa tendência, apontando que a experiência do cliente é hoje um dos principais fatores que influenciam a decisão de compra. Isso afeta diretamente indicadores como fidelização, recomendação e percepção de valor, essenciais para a sustentabilidade dos negócios.

A transformação vai além do produto em si: consumidores buscam participar de rituais que envolvem pertencimento, identidade e significado cultural. Exemplos claros são o consumo de café especial, a experiência de unboxing de produtos, eventos organizados por marcas e até comunidades digitais que se formam em torno desses hábitos.

Rituais de Consumo e Vínculos com Marcas

Na antropologia do consumo, esses rituais são fundamentais para criar vínculos entre indivíduos e marcas. Eles transformam momentos cotidianos em experiências simbólicas, elevando o valor do consumo para além da funcionalidade do produto.

Larissa Almeida, estrategista de marca da Brandbox, destaca que entender esses movimentos é fundamental para as estratégias de comunicação e experiência do consumidor. “A decisão de compra está cada vez mais inserida em contextos culturais e emocionais. Muitas vezes, o que gera conexão não é apenas o produto, mas o significado que ele assume na rotina, nas aspirações e nos rituais das pessoas”, explica.

Setores e Gerações em Transformação

Essa abordagem tem sido estudada em diferentes setores, do varejo ao entretenimento, passando por serviços financeiros e saúde. Empresas buscam compreender quais comportamentos já fazem parte do cotidiano dos consumidores e como se posicionar de forma relevante nesses momentos.

Além disso, pesquisas da Eventbrite apontam que gerações mais jovens valorizam experiências e memórias tanto quanto, ou até mais do que, a aquisição de bens materiais. Isso reforça o desafio das organizações em entender não apenas o produto, mas o contexto cultural do consumo.

Soft Landing Global: Oportunidade de Expansão Internacional

Dentro desse cenário de inovação e transformação, a Softex, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), abriu inscrições para a edição China 2026 do Soft Landing Global. O programa tem como objetivo preparar empresas brasileiras de tecnologia para a expansão internacional.

Serão selecionadas até 20 organizações, incluindo startups e empresas de base tecnológica. A iniciativa oferece três semanas de capacitação e mentorias online, seguidas por uma imersão presencial em Shanghai. Entre 22 e 26 de setembro, as empresas participarão do Tomorrow City, evento dedicado à inovação urbana e cidades inteligentes, além de uma agenda de visitas e reuniões com atores locais entre os dias 28 e 30.

Preparação Estratégica para o Mercado Chinês

Gabriela Silva, líder da célula de Internacionalização da Softex, destaca que o programa vai além da missão comercial: “É preciso entender o mercado-alvo, validar a proposta de valor e construir uma estratégia para reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso. O Soft Landing Global conecta empresas brasileiras a ecossistemas consolidados de inovação, criando oportunidades reais de expansão internacional”.

A etapa virtual, que ocorre entre 31 de agosto e 18 de setembro, inclui workshops, mentorias individuais e atividades focadas em estratégias de internacionalização, posicionamento competitivo, adaptação de produtos e definição do perfil de cliente ideal (ICP).

Na fase presencial, as empresas terão oportunidade de aprofundar contatos com investidores, hubs de inovação e parceiros comerciais, além de validar suas soluções no mercado chinês e identificar novas oportunidades de negócios e investimentos.

As inscrições para o programa estão abertas até 7 de agosto. Mais informações podem ser consultadas no site oficial: https://global.softex.br/softlandingchina/.

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