Pedro Turra enfrenta consequências severas após briga por chiclete
O piloto Pedro Turra, de 19 anos, foi preso na tarde de sexta-feira (23) em Vicente Pires, no Distrito Federal, após se envolver em uma briga que resultou no coma de um adolescente de 16 anos. Este incidente, que começou por conta de uma brincadeira envolvendo um chiclete, chamou a atenção da polícia e da sociedade. O jovem agredido permanece em estado grave, internado há uma semana.
A prisão de Turra foi confirmada pelo delegado Pablo Aguiar, que lidera a investigação na 38ª DP de Vicente Pires. Ele foi detido na casa da mãe e a prisão é preventiva, ou seja, sem prazo definido para a sua liberdade. Além da prisão, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do piloto, onde foram encontrados facas, um soco inglês e outros acessórios que poderiam ser usados para intimidar vítimas.
O incidente que levou a essa situação aconteceu há uma semana, quando Turra e o adolescente se envolveram em uma discussão. O conflito começou com o piloto jogando um chiclete mascado na direção de outra pessoa, desencadeando uma série de agressões. Inicialmente, Turra havia sido preso, mas foi solto após pagar uma fiança de R$ 24,3 mil. Como consequência, ele foi afastado do quadro de pilotos da temporada 2026 da Fórmula Delta, na categoria escola.
Pedro Turra já enfrenta investigações relacionadas a quatro denúncias anteriores, que incluem duas agressões e uma tentativa de fornecer bebida alcoólica a uma jovem menor de idade.
Impacto na família da vítima
A situação afetou profundamente a família do adolescente, que agora enfrenta um momento de angústia e incerteza. Flavio Henrique Torminn Fleury, tio do jovem, relatou em uma coletiva de imprensa, horas antes da prisão de Turra, que a vida da família mudou drasticamente desde que o sobrinho foi hospitalizado.
“Rodrigo está em estado gravíssimo. Minha irmã e meu cunhado não conseguem dormir, não sabem o que é ter uma casa normal. Meu pai, que mora em Goiânia, também veio para cá. A vida parou para todos nós”, desabafou Flavio. Ele enfatizou que o adolescente é um jovem ativo, apaixonado por esportes e muito ligado à família, o que torna a situação ainda mais dolorosa.
Em sua análise sobre a soltura de Turra, Flávio classificou como uma “clara injustiça”, destacando a desproporção física entre os dois envolvidos na briga. “É evidente a diferença de força entre um menino de 16 anos e um homem de 19. Isso amplifica a injustiça que sentimos ao saber que ele não está preso”, desabafou, evidenciando a indignação da família.
Decisões da Justiça e continuidade das investigações
No dia 29 de outubro, a Justiça do Distrito Federal havia negado um pedido de prisão preventiva contra Turra. O juiz Wagno Antonio de Souza, da 2ª Vara Criminal de Taguatinga, justificou sua decisão com base em aspectos processuais, afirmando que a defesa da vítima não tinha legitimidade para solicitar medidas de prisão durante a fase de investigação.
A mesma decisão também negou um pedido da defesa de Turra para que o processo fosse tratado em sigilo. O advogado da vítima, Albert Halex, argumentou que a natureza da agressão poderia ser interpretada como tentativa de homicídio, considerando o histórico do acusado e o contexto do incidente. “A agressão resultou em sérios ferimentos, e a maneira como ocorreu aponta para uma clara intenção de causar dano”, ressaltou.
A investigação da Polícia Civil abrange quatro ocorrências distintas que envolvem Pedro Turra, incluindo a agressão mais recente e outros casos de violência anteriores. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades, enquanto a família da vítima aguarda por justiça e recuperação do jovem.
