BRB comemora 60 anos impulsionando economia local
O Banco de Brasília (BRB) completou 60 anos no dia 1º de setembro, consolidando sua trajetória como agente fundamental no desenvolvimento socioeconômico do Distrito Federal. Criada para fomentar a economia da capital federal, a instituição atravessa um momento de reestruturação, após enfrentar uma séria crise financeira relacionada a operações bilionárias com o Banco Master.
Atualmente, o BRB reúne mais de 9 milhões de clientes e opera não só no Distrito Federal, mas também em outros oito estados. Para celebrar o marco, a instituição realizou uma transmissão ao vivo direcionada aos seus empregados. A programação interna incluiu palestras focadas em trabalho em equipe e a distribuição de itens comemorativos para os colaboradores do conglomerado.
Fortalecimento institucional e legado de 60 anos
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB, ressaltou a força da instituição desde a fundação de Brasília e a superação de diversos desafios econômicos ao longo das décadas. “Esse é um legado construído por diferentes gerações, por pessoas que vieram antes de nós, pelas que permanecem aqui e por todos nós que hoje temos a responsabilidade de escrever os próximos capítulos do banco”, afirmou.
O presidente destacou a importância de união para manter o banco como um ícone do Distrito Federal. “O BRB continua a contribuir para o desenvolvimento da capital da República e do Entorno. É um conglomerado de 5 mil empregados que ajudam a erguer a bandeira do banco”, acrescentou ao Correio Braziliense.
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Instituído pela Lei Federal nº 4.545 em dezembro de 1964, o banco iniciou suas operações em 1966 e escolheu o dia 1º de setembro como data oficial de celebração. Controlado majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF), que detém 71,92% das ações, o BRB atua como banco múltiplo desde os anos 1990, contando com subsidiárias em crédito, cartões, corretagem de seguros, distribuição de títulos e serviços.
Crise financeira e ações de governança
Sobre a fase de recuperação, Nelson Antônio de Souza reforçou o empenho em estabilizar economicamente o banco, que é motivo de orgulho para Brasília. “Do ponto de vista econômico, mantivemos sempre a liquidez e buscamos a capitalização do banco”, destacou, evidenciando o engajamento dos empregados na superação da crise.
O presidente afirmou que a estratégia do BRB é devolver solidez e perenidade ao banco, focando no Distrito Federal e nas regiões onde atua. “Priorizamos o desenvolvimento local, programas sociais, microcrédito, empreendedorismo social e a continuidade dos serviços prestados à sociedade”, explicou.
As decisões de governança adotam um viés técnico rigoroso. Nelson Antônio, que já presidiu a Caixa Econômica Federal, o Banco do Nordeste e o Desenvolve SP, reforçou a importância da correção e lucidez para o bem público. “Meu foco principal é na valorização das pessoas e na governança, para além dos resultados”, completou.
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BRB como motor do desenvolvimento econômico e social
O economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), César Bergo, destacou o papel do BRB como instrumento central no apoio social e no fomento das atividades econômicas da capital. “O banco converte o crédito em atividade econômica, especialmente no crédito imobiliário e consignados. Também operacionaliza políticas públicas do GDF, como o Prato Cheio e o Cartão Material Escolar, alcançando áreas estratégicas”, avaliou.
Segundo Bergo, o BRB transcende a função tradicional de banco, atuando como um agente de desenvolvimento econômico, social e urbano do Distrito Federal. Ele ressaltou ainda a relevância histórica da instituição na formação de profissionais e na destinação de recursos para projetos essenciais à cidade.
Apesar do momento delicado, o economista espera que o aniversário represente um ponto de virada. “Torço para que o BRB supere os desafios atuais e continue sendo referência, canalizando recursos para setores que geram investimento, emprego e renda”, concluiu.

