Convocação e Reivindicações dos Apoiadores
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizaram um ato no último domingo (18/1), em frente ao Banco Central, no Eixão Sul, em Brasília. A mobilização foi organizada pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho, que buscaram, entre outras coisas, a concessão de prisão humanitária ao ex-presidente, atualmente detido desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal.
Na última quinta-feira (15/1), Bolsonaro foi transferido para a Papudinha, e, segundo Izalci, essa mudança representa uma “crueldade e um ato de vingança” considerando a saúde do ex-presidente. Izalci enfatizou que, devido às várias cirurgias realizadas, incluindo as duas mais recentes, Bolsonaro ainda não se recuperou completamente.
“A distância da Papudinha compromete o atendimento médico em situações de emergência. Qualquer evento mais grave poderia exigir 15 minutos para que ele chegasse a um hospital, e antes, na Polícia Federal, a localização era mais favorável”, alertou o senador.
Críticas ao Judiciário
No transcorrer do ato, o desembargador aposentado Sebastião Coelho fez críticas contundentes ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes. Para Coelho, o Brasil enfrenta uma “ditadura imposta pelo Judiciário”, afirmando que as decisões de Moraes são absurdas e prejudiciais.
“Não é o Judiciário como um todo que está em questão, mas sim o Supremo. O tratamento dispensado a Bolsonaro representa um risco à sua vida. Um juiz que condiciona o atendimento médico a uma autorização está colocando em risco a saúde da pessoa”, declarou Coelho.
Ele ainda mencionou que o ex-presidente estaria enfrentando condições inadequadas de custódia, mencionando a falta de medicamentos e a umidade da cela. Coelho revelou que uma vistoria, solicitada pela senadora Damares Alves e autorizada pelo procurador-geral da República, não foi realizada. “Alexandre de Moraes decidiu transferi-lo, evitando a vistoria que mostraria a tortura que ele está sofrendo”, afirmou.
O desembargador defendeu a prisão domiciliar de Bolsonaro, argumentando que, segundo as normas, o ex-presidente deveria estar em uma unidade militar ou em sua residência.
Voices dos Apoiadores
Entre os presentes, a advogada Valesca Rosa, de 49 anos, veio de Anápolis para participar do ato e expressou seu apoio. “Acredito que as pessoas injustiçadas precisam saber que não estão sozinhas. Não estamos aqui apenas para enxugar gelo; nossa presença é significativa”, disse.
Ela também criticou as prisões dos envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro, classificando-as como “bastante injustas” e fora do devido processo legal. “Precisamos lutar contra essa injustiça”, completou.
Outro participante, o cantor gospel Ítalo Lisboa, de 32 anos, manifestou suas esperanças de que o ato “desperte” a consciência do povo brasileiro sobre a situação do ex-presidente e a mobilização política. “Estamos exigindo uma atuação mais firme de deputados e senadores, especialmente aqueles que se elegeram com o apoio de Bolsonaro e que agora estão ausentes”, afirmou.
