Ampliação do Capital Social do BRB
O Banco de Brasília (BRB) convoca seus acionistas para uma assembleia nesta quarta-feira (22), onde será discutida a proposta de aumento do capital social em até R$ 8,8 bilhões. Atualmente, o capital social do banco é de R$ 2,344 bilhões, com um limite de ações autorizado de 720 milhões. Caso a mudança seja aprovada, esse limite poderá subir para 2,5 bilhões.
A emissão de novas ações poderá atingir um valor mínimo de R$ 529 milhões e um máximo de R$ 8,860 bilhões. Esta ação, conforme a proposta da administração do BRB, visa fortalecer a base de capital da instituição, especialmente em um momento de reestruturação e ajuste de seu perímetro prudencial, além de atender ao aumento dos ativos ponderados pelo risco (RWA).
Em um comunicado recente, a direção do BRB ressaltou que a proposta de aumento de capital é uma medida essencial que se alinha às melhores práticas de governança. “Esta iniciativa é estruturante para a manutenção dos índices em níveis adequados, proporcionando uma margem de conforto em relação aos requerimentos regulatórios e reforçando a solidez patrimonial do banco”, destacou a administração.
Se aprovado, o novo capital social do BRB passará a variar entre R$ 2,873 bilhões e R$ 11,204 bilhões. A assembleia de acionistas também terá como objetivo autorizar o Conselho de Administração a executar todos os atos necessários para a implementação deste aumento de capital.
Nomeações e Novas Diretrizes
Outro ponto importante na pauta da assembleia é a homologação dos nomes de Nelson Antônio de Souza, atual presidente do BRB, e dos demais indicados, Joaquim Lima de Oliveira e Sergio Iunes Brito, para o Conselho de Administração. A aprovação dessas nomeações é crucial para a continuidade da gestão e o fortalecimento da governança na instituição.
Acordo de Venda de Ativos do Banco Master
Em meio a esses movimentos, o BRB também anunciou na última segunda-feira (20) a assinatura de um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para a venda de ativos adquiridos do Banco Master. O valor de referência para essa transação é de R$ 15 bilhões, um passo significativo para a recuperação da instituição, que enfrentou crises após a aquisição de R$ 12,2 bilhões em ativos fraudulentos do Master.
A situação do Banco Master se agravou e, em novembro de 2025, foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central. A operação de venda dos ativos foi uma tentativa de minimizar os danos financeiros causados pelos investimentos fraudulentos, em um cenário que também envolve investigações da Polícia Federal sobre fraudes no sistema financeiro. Na semana passada, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso sob suspeita de ter recebido R$ 146,5 milhões em propina para aprovar a compra desses ativos.
Com a assembleia de acionistas e as negociações em curso, o Banco de Brasília busca se reerguer no cenário econômico conturbado, tentando recuperar a confiança do mercado e restabelecer sua solidez financeira.
