Início da ocupação do Centrad traz alívio financeiro e desenvolvimento regional

O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou o começo da transferência gradual de secretarias para o Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), conhecido como Centrad, localizado em Taguatinga. A governadora Celina Leão destacou que a medida visa reduzir despesas com aluguéis e promover o crescimento econômico nas regiões de Taguatinga, Ceilândia e adjacências.

De acordo com a chefe do Executivo, a mudança para o Centrad deve gerar uma economia estimada em R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos, valor correspondente aos contratos de aluguel que deixarão de ser pagos. “Sempre achei que a gente devia ocupar o Centrad. É uma questão de respeito ao brasiliense. Temos um espaço desse tamanho e continuamos pagando aluguel”, afirmou Celina Leão durante a apresentação do plano.

Etapas da transferência e impacto na administração pública

A ocupação ocorrerá de forma escalonada, com previsão de concluir a primeira fase em até 90 dias, quando cerca de 31% do complexo será utilizado. A Secretaria de Obras e Infraestrutura será a primeira a se mudar para o local, seguida pelas secretarias de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Meio Ambiente, além da Casa Militar, Casa Civil e o gabinete da governadora.

Embora o Palácio do Buriti continue em funcionamento, a intenção é que o Centrad se torne o principal centro administrativo da capital. “O Palácio do Buriti continuará sendo ocupado, mas a centralidade administrativa passará para o Centro Administrativo. Quando tivermos 100% de ocupação, teremos mais eficiência na gestão pública. Essa é uma decisão histórica”, ressaltou Celina.

Investimento contido para adequações estruturais

Para viabilizar a ocupação, o GDF prevê um investimento de aproximadamente R$ 1,8 milhão em adequações essenciais nos cinco blocos que receberão os órgãos públicos. A estrutura do Centrad está em boas condições, o que permite o uso do espaço sem necessidade de grandes obras ou investimentos elevados.

As intervenções previstas incluem impermeabilização de lajes, recuperação de calçadas, manutenção de calhas e ajustes pontuais para garantir segurança e funcionalidade. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) já atua na revitalização do paisagismo, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), enquanto a Secretaria de Economia cuida da manutenção dos elevadores.

Habite-se liberado e planejamento para mobilidade urbana

A ocupação parcial do Centrad só foi possível após a emissão do Relatório de Impacto de Trânsito (RIT), que analisou os efeitos da utilização inicial do espaço. Com o documento, o governo obteve o Habite-se para essa fase, liberando legalmente a utilização dos prédios. Esse estudo também servirá de base para futuras ampliações da ocupação.

Para atender a chegada dos servidores, o GDF prepara um novo Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU), que prevê melhorias viárias e expansão do transporte coletivo. Entre as ações estão a construção de uma nova rodoviária próxima ao Centro Administrativo, ampliação da rede de metrô, implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), expansão do sistema BRT e construção de viadutos na região.

Impactos econômicos e sociais para Taguatinga e Ceilândia

Celina Leão destaca que a ocupação do Centrad vai além da redução de custos. “Tenho certeza de que essa decisão vai desenvolver muito a região de Taguatinga e Ceilândia. Não é apenas uma questão de reduzir aluguel, mas também de descentralizar a administração e melhorar a mobilidade urbana”, afirmou.

Além da economia bilionária prevista, a presença dos servidores no local deve estimular o comércio, os serviços e a geração de empregos, fortalecendo a atividade econômica regional.

Histórico e desafios do Centrad

O Centro Administrativo foi entregue em 2014 com a proposta de concentrar as principais estruturas do governo em um único espaço, mas passou mais de uma década sem cumprir plenamente seu papel. Entraves jurídicos, disputas contratuais e questionamentos sobre custos e pagamentos pendentes impediram a ocupação integral do complexo.

Agora, a atual gestão busca transformar o Centrad em símbolo da modernização da máquina pública, com impacto direto na eficiência administrativa e no desenvolvimento econômico das regiões atendidas.

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