Ciclo de Visitas a Unidades de Conservação
A Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) do Brasília Ambiental lançou, na manhã desta sexta-feira, 6 de fevereiro, no Parque Ecológico Águas Claras, uma série de visitas às Unidades de Conservação (UCs) sob sua gestão. O principal objetivo dessa iniciativa é proporcionar aos servidores do Instituto a oportunidade de conhecer, de maneira prática e direta, os locais que eles se dedicam a proteger e preservar. Além disso, a ação também busca incluir trabalhadores da área de conservação e limpeza que atuam na sede do órgão ambiental em cada visita.
Maria Fernanda Teixeira, educadora ambiental do Instituto e integrante da A3P, destaca que muitos dos participantes já tinham passado pelo Águas Claras anteriormente, mas apenas para reuniões, sem a chance de explorar realmente suas trilhas e entender o potencial ecológico do local. ‘Esse é um dos objetivos fundamentais do projeto’, explica.
Outro aspecto importante abordado na visita foi a avaliação da gestão de resíduos da UC. ‘O intuito é que possamos pensar juntos em soluções para os problemas que forem identificados’, esclareceu Maria Fernanda.
A visita começou na área administrativa do parque, seguida pela exploração do viveiro de mudas de plantas nativas do Cerrado, coordenado por um grupo de voluntários, que foram os guias da equipe. Em seguida, os servidores se dirigiram à área de gestão de resíduos da Unidade.
No ponto de coleta, diante dos contêineres de separação de resíduos, adquiridos pela A3P para o parque, o agente de Unidade de Conservação, Jose Reis, explicou que os funcionários responsáveis pela limpeza fazem a separação dos resíduos coletados. ‘Esses materiais são colocados em contêineres específicos e, posteriormente, uma cooperativa de catadores os recolhe’, detalhou.
Jose Reis ressaltou a relevância da visita, que oferece uma visão mais clara dos desafios enfrentados nas UCs, dos tributos ecológicos de cada uma e das iniciativas em andamento para melhorar a percepção dos visitantes sobre esses espaços. ‘Trabalhamos para que os frequentadores sintam que pertencem a estes lugares’, afirmou.
Um dos problemas destacados por Maria Fernanda durante a visita foi a questão do resíduo de coco, um material orgânico de difícil decomposição. ‘Precisamos encontrar uma solução adequada, que pode envolver a contratação de uma cooperativa especializada’, comentou.
O percurso da visita também incluiu o Centro de Educação Ambiental e áreas de plantio, onde diferentes técnicas de cultivo são utilizadas.
Importância do Conhecimento Presencial
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, enfatizou a relevância da experiência direta com o potencial ecológico do DF, especialmente para os servidores que atuam na área. ‘Essa vivência permite uma compreensão mais profunda das complexidades ambientais e socioculturais do território, sendo crucial para uma gestão eficaz das Unidades de Conservação, do planejamento territorial e do Manejo Integrado do Fogo’, ressaltou.
O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, parabenizou os participantes da A3P pela iniciativa. ‘Oferecer esse contato e conhecimento aos servidores é excelente. Muitos conhecem as UCs apenas por meio de mapas e fotos, mas ao explorá-las pessoalmente, temos condições muito melhores de defender essas áreas sensíveis e ricas em biodiversidade, que são fundamentais para a qualidade de vida no DF’, afirmou.
Duas novas visitas já estão agendadas, com a próxima marcada para o dia 13 de março, na Barragem do Lago Paranoá, e uma seguinte ao Sítio Escola de Permacultura Geranium, localizado no Núcleo Rural de Taguatinga.
A A3P é um programa do Ministério do Meio Ambiente que estimula a implementação de práticas sustentáveis nos órgãos públicos, promovendo a responsabilidade socioambiental e buscando eficiência na administração pública.
