Como os Totens de Autoatendimento Estão Mudando o Cenário da Saúde
Filas extensas e atrasos no início do atendimento continuam a ser um desafio em hospitais, clínicas e laboratórios brasileiros. Essa realidade impacta diretamente tanto a experiência dos pacientes quanto a produtividade das equipes de saúde. Para enfrentar essa questão, a automação das primeiras etapas do atendimento, como check-in, triagem inicial, emissão de senha e cadastro, vem se destacando como uma solução eficaz para a gestão de filas no setor.
Os totens de autoatendimento ganham destaque nesse processo. Instalados em recepções e ambulatórios, eles permitem que o paciente realize sozinho procedimentos que antes dependiam exclusivamente do atendimento presencial. Essa inovação libera os profissionais para se dedicarem a tarefas que exigem maior complexidade técnica. Uma pesquisa publicada em 2020 no Journal of Emergency Medicine, envolvendo 40.528 atendimentos em serviços de emergência nos Estados Unidos, indicou que o uso desses totens para check-in está associado a uma redução de 56,8% no tempo de espera.
A Automação como Prioridade Estratégica no Atendimento Hospitalar
Essa transformação acompanha uma mudança comportamental mais ampla. Tecnologias de autoatendimento, antes comuns em bancos e varejo, hoje são esperadas em qualquer serviço com grande fluxo de pessoas, inclusive na saúde. Instituições que atendem diariamente um grande número de pacientes estão revisando toda a jornada do paciente desde a entrada na unidade. “Vemos as instituições de saúde repensando toda a jornada do paciente a partir da entrada na unidade. A automação do check-in passou a ser tratada como prioridade estratégica”, explica Paulo Duarte, diretor comercial e de marketing da DJ Locação.
Além disso, a modalidade de locação e outsourcing desses equipamentos tem impulsionado a adoção, permitindo que instituições, especialmente as filantrópicas e públicas, tenham acesso a tecnologias atualizadas sem a necessidade de um investimento inicial elevado. Esse movimento faz parte da digitalização crescente do setor de saúde no Brasil, impulsionada pelo ecossistema de healthtechs que tem se expandido nos últimos anos. “Não é mais só sobre reduzir fila, é sobre reorganizar o fluxo inteiro da unidade, para que a equipe de saúde gaste tempo com o que exige julgamento clínico e não com tarefas administrativas repetitivas”, ressalta Diego Corrêa, gerente de Produtos da DJ Locação.
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Fonte: belembelem.com.br
Reconhecimento Internacional: King Faisal Specialist Hospital & Research Centre (KFSH)
Na Arábia Saudita, o King Faisal Specialist Hospital & Research Centre (KFSH) é um exemplo global na integração da tecnologia à saúde. O hospital está entre os 15 no mundo com a classificação máxima de maturidade digital de cinco fitas e recebeu a distinção de Líder em Inovação em Inteligência Artificial (IA) no ranking dos Melhores Hospitais Inteligentes do Mundo de 2027, elaborado pela Newsweek. Essa avaliação considera apenas menos de 4% dos 410 principais hospitais em 33 países, destacando o KFSH como referência em cuidados digitais e baseados em IA.
O hospital integra excelência clínica, pesquisas avançadas e recursos digitais para transformar a inteligência artificial e a análise preditiva em ganhos práticos na tomada de decisões clínicas, eficiência operacional e experiência do paciente. O ranking, desenvolvido pela Newsweek e pela Statista, combina recomendações internacionais e pesquisa de maturidade digital, com validação rigorosa pela alta administração das instituições.
O KFSH também foi reconhecido como o principal hospital do Oriente Médio e África e alcançou o 12º lugar entre os 250 maiores centros médicos acadêmicos do mundo em 2026. Além disso, foi apontado como a marca de saúde mais valiosa do Reino e do Oriente Médio no mesmo ano, conforme avaliação da Brand Finance.
Impactos Práticos da Tecnologia na Saúde Pública
A adoção de tecnologias como os totens de autoatendimento reflete uma tendência global de modernização dos serviços de saúde, com foco na melhoria da experiência do paciente e na eficiência dos profissionais. No Brasil, essa inovação é especialmente relevante para a rede pública e instituições filantrópicas, que enfrentam limitações orçamentárias e alta demanda.
O uso desses recursos tecnológicos permite que os profissionais de saúde concentrem esforços nas atividades que exigem análise clínica e cuidado direto, enquanto tarefas administrativas são automatizadas. Assim, o fluxo de atendimento se torna mais ágil, diminuindo filas e reduzindo o tempo de espera, fator crucial para a qualidade do serviço e a satisfação dos pacientes.
Para as instituições, a digitalização traz benefícios que vão além da redução de filas, promovendo uma reorganização eficiente do atendimento e contribuindo para práticas mais sustentáveis e centradas no paciente. Essa mudança é um passo importante para que o sistema de saúde acompanhe as demandas de uma população cada vez mais conectada e exigente.

