Disputa direta sobre o Banco Central
Durante o debate na Globo, Lula rebateu a provocação de Flávio Bolsonaro sobre a independência do Banco Central. “Ao invés de perguntar para mim, responde por que vocês fizeram o Banco Central independente?”, questionou o ex-presidente. Flávio justificou que a medida foi tomada para evitar que governos, como o de Lula, se endividassem, defendendo a independência como um “legado” do governo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Direitos de resposta e posicionamentos
Ambos os candidatos solicitaram e receberam direitos de resposta na produção do debate. Lula usou seu tempo para destacar que “ainda há muito a fazer” pelo Brasil. “Ainda vamos fazer muito mais”, afirmou o petista. Já Flávio Bolsonaro criticou o atual presidente, afirmando que “nem parece que ele é o atual presidente da República. Ele que tem que ser questionado. Parece que ele parou no tempo”.
Pedido de desculpas e reflexões sobre políticas sociais
Flávio Bolsonaro pediu desculpas a Lula após ter usado a expressão “nove dedos” para se referir ao petista. Ele também afirmou que o candidato do PT deveria pedir desculpas aos beneficiários do Bolsa Família, alegando que Lula os teria esquecido durante seu mandato, lembrando-se deles apenas no período eleitoral.
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Em outro momento, Flávio manifestou arrependimento pelo voto contrário ao aumento da licença maternidade. Disse que mudou de opinião após o casamento e que hoje apoia a ampliação da licença para mais de 180 dias.
Análise do debate: foco e abordagens distintas
O comentarista Ricardo Corrêa destacou que Lula concentrou sua estratégia nos mais pobres, enfatizando melhorias no salário mínimo, combate à fome, inclusão social nas universidades e valorização da aposentadoria. O ex-presidente chegou a repetir uma frase da campanha de 1989, época em que o PT tinha um discurso fortemente voltado para a luta de classes.
Por sua vez, Flávio Bolsonaro abordou temas variados, focando na burocracia do governo atual e nos problemas de infraestrutura. Também dedicou tempo para defender a gestão do pai. Enquanto Lula teve dificuldades para administrar o tempo e buscava construir um discurso que colocasse Flávio como desinformado sobre o país, o senador utilizou ironia e deboche, especialmente ao mencionar os dedos e a voz do presidente.

