A trajetória de crescimento do Metrópoles Catwalk
Em menos de um ano, o Metrópoles Catwalk se consolidou como um dos eventos mais importantes do circuito da moda no Brasil. Criado em novembro de 2025, o projeto nasceu no foyer da Sala Villa-Lobos, dentro do Teatro Nacional Claudio Santoro, e chegou à sua terceira edição ocupando um espaço inédito: a Arena Mané Garrincha. Essa mudança de local simboliza não só a expansão física, mas também a maturidade do evento e seu reconhecimento crescente.
Inicialmente limitado a três dias de desfiles, o evento passou a durar cinco noites consecutivas, com uma estrutura ampliada e um casting que reúne nomes de destaque na moda nacional. A experiência do público também foi repensada, com mais espaços para interação, exposições e uma cenografia que valoriza a arquitetura local.
Dos primeiros passos no Teatro Nacional
A primeira edição aconteceu entre 3 e 7 de novembro de 2025, no Teatro Nacional Claudio Santoro. Além dos desfiles concentrados nos três últimos dias, a programação gratuita incluiu exposições, rodas de conversa e oficinas, reunindo cerca de 70 modelos, sendo 40 profissionais do Distrito Federal. Destacaram-se nomes como Isabeli Fontana, Caroline Trentini, Vivi Orth, Cássia Ávila e Daiane Conterato.
Um dos destaques foi a participação da estilista Gloria Coelho, que celebrou 50 anos de carreira apresentando sua centésima coleção, “Léxicos”, em parceria com a multimarcas Jeté. Reinaldo Lourenço também marcou presença, homenageando Cleuza Ferreira, figura histórica da moda local. O evento já mostrava desde o início a proposta de aproximar a produção brasiliense dos grandes nomes da moda nacional.
Expansão e integração com a arquitetura local
Em abril de 2026, a segunda edição retornou ao Teatro Nacional, ampliando sua duração para cinco dias e reunindo 30 marcas do Distrito Federal e de outras regiões. O desfile passou a unir etiquetas autorais, multimarcas locais e nomes em ascensão nacional, fortalecendo o intercâmbio entre Brasília e o restante do país.
O projeto cenográfico, assinado por Isadora Gobbo, Rafael Soares e Isabella Ferreira, buscou integrar moda e arquitetura. Inspirados na fachada do Teatro Nacional, eles criaram cubos iluminados e uma iluminação que valorizou o painel de Athos Bulcão e os jardins ao redor. Essa edição reforçou a ligação do evento com espaços emblemáticos da capital.
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O desafio e a inovação na Arena Mané Garrincha
Para a terceira edição, entre 14 e 18 de setembro, o Metrópoles Catwalk mudou de cenário. Pela primeira vez, a Arena Mané Garrincha recebeu o evento, transformando um espaço tradicionalmente esportivo em palco da moda. A cenografia, inspirada no verão tropical e em grandes semanas internacionais, trouxe uma passarela em formato de ondas, posicionada entre os pilares do estádio e valorizando sua arquitetura.
Essa nova estrutura permitiu ampliar a passarela e redistribuir os ambientes para garantir uma melhor experiência ao público, com mais lugares na primeira fila e visão privilegiada. Um grande painel de LED também foi instalado, aumentando o brilho e a grandiosidade do evento.
Adaptar o estádio para o universo fashion exigiu um esforço logístico significativo. A equipe precisou garantir conforto e uma atmosfera adequada para um público acostumado a eventos esportivos e musicais. As arquitetas dedicaram-se a criar uma cenografia que se destacasse sem perder a conexão com o espaço.
Experiência ampliada para o público
Além dos desfiles, o Metrópoles Catwalk investiu em detalhes para melhorar a experiência do público. O tempo entre os blocos foi cuidadosamente ajustado, espaços para fotos foram ampliados e uma exposição rotativa de roupas e acessórios permitiu que os visitantes apreciassem de perto os detalhes das coleções apresentadas.
Essa mostra contou com 20 manequins exibindo peças e acessórios como bolsas, chapéus e joias, atualizados diariamente para acompanhar as novidades da passarela. Essa iniciativa trouxe uma nova dimensão ao evento, incentivando o público a se envolver mais profundamente com a moda.
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Casting nacional e presença de celebridades
O processo seletivo para a terceira edição ganhou alcance nacional. Um casting presencial realizado em São Paulo reuniu 452 modelos, que competiram por vagas no evento. O elenco final contou com profissionais de Brasília, São Paulo e Goiás, garantindo diversidade e qualidade na passarela.
Entre os nomes que desfilaram, destacaram-se Yasmin Brunet, que abriu o evento, além de Vivi Orth, Jhona Burjack, Raica Oliveira, Renata Kuerten, Ellen Milgrau, Gianne Albertoni e Negra Li, que marcaram presença ao longo dos cinco dias.
Brasília como referência no cenário da moda
A terceira edição reuniu mais de 30 marcas nacionais e consolidou a posição do Metrópoles Catwalk como um espaço importante para a moda no Brasil. Segundo Nicole Meyer, integrante da equipe organizadora, o crescimento do evento é notável na quantidade de público, no interesse de marcas e na participação de celebridades.
O evento, que começou em um foyer cultural da capital, expandiu-se para um estádio e, em pouco tempo, construiu uma conexão sólida com a cena fashion local. Essa evolução mostra que Brasília não só acompanha o ritmo da moda nacional, mas também se firma como palco relevante e estratégico para o setor.
Para Nicole, o Metrópoles Catwalk já é uma marca da cidade, que demonstra para o Brasil inteiro o potencial e a força da moda brasiliense.

