Inclusão digital com foco em pessoas maduras
Em Brasília, o Instituto Casa da Ponte desenvolve o projeto Conectando Futuros, que já auxiliou centenas de moradores a dominarem ferramentas digitais essenciais para o cotidiano. A iniciativa busca transformar a relação dessas pessoas com a tecnologia, promovendo inclusão e até abrindo caminhos para geração de renda.
Dona Maria José de Souza é uma das alunas que encontrou no curso uma chance de se reinventar. Após aprender a utilizar recursos digitais, ela planeja empreender e reforça a importância de estar aberta às mudanças. “Independente da idade que você se aposenta, tem que estar aberto à tecnologia, às mudanças do mundo, a empreender, porque o mundo está aí, oferece variedade de coisas pra gente. Nós somos perfeitamente capazes. Basta a gente ter a disposição de se preparar”, afirmou.
Aprendizado simples para um impacto real
O programa foca especialmente em quem tem mais de 50 anos, grupo que ainda enfrenta barreiras para acessar e usar a tecnologia. Para o professor Danilo Ferreira, a proposta é descomplicar o uso de ferramentas digitais básicas, como enviar áudios pelo WhatsApp, compartilhar arquivos e salvar contatos, tarefas que para os mais jovens parecem triviais, mas que para pessoas mais velhas representam um desafio.
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Mais do que ensinar, o projeto cria uma comunidade que amplia as oportunidades de estudo, trabalho e renda. “A gente fala que nós somos uma fraternidade digital e queremos aumentar essa fraternidade. É muito gratificante ver que as pessoas aprenderam e estão colocando em prática”, destaca Lorrany Castro, gestora do Conectando Futuros.
O presidente do Instituto Casa da Ponte, padre Rafael Vieira, reforça o valor social do trabalho: “Eu tenho percebido que todo mundo tem descoberto o quanto Deus é providente, o quanto Deus percebe a necessidade de cada um e inspira, um irmão ou uma irmã a chegar e responder aquela necessidade. Então isso é bonito porque é um testemunho, muito mais do que um relatório de curso.”
Aluna do curso, Doraci Carvalho avalia que o aprendizado é um caminho para expandir horizontes. “Porque eu creio que a base de tudo, o alicerce de tudo é Deus. Então, se você colocar Deus na frente e correr atrás de expandir a sua mente, o seu conhecimento, você vai alcançar lugares inimagináveis”, disse.
O Conectando Futuros vai além de ensinar tecnologia. Ele mostra que nunca é tarde para aprender e que a inclusão digital pode abrir portas para quem deseja transformar seu cotidiano e sua relação com o mundo digital.

