Investimento em Tecnologia e IA em Alta Entre CFOs
Mesmo diante de um ambiente econômico desafiador, as empresas brasileiras não recuaram nos investimentos em tecnologia. O CFO Survey Q2 2026, conduzido pela Grant Thornton, aponta que os diretores financeiros continuam a apostar em tecnologia, transformação digital e inteligência artificial (IA) como estratégias essenciais para aprimorar eficiência, competitividade e crescimento. Paralelamente, cresce a atenção à governança, disciplina financeira e à capacidade de transformar esses investimentos em resultados concretos.
Cenário Econômico e Percepção dos CFOs
O levantamento feito com 232 líderes financeiros destaca que apenas 37% dos CFOs manifestam otimismo em relação à economia, índice mais baixo dos últimos 20 trimestres. Já 40% demonstram pessimismo, refletindo um contexto de inflação persistente, tensões geopolíticas, instabilidade nas cadeias globais de suprimentos e aumento dos custos operacionais.
Apesar disso, 67% dos executivos planejam ampliar os investimentos em tecnologia e transformação digital nos próximos 12 meses, mantendo praticamente o maior patamar histórico da pesquisa. A modernização tecnológica se consolidou como prioridade estratégica para enfrentar a complexidade crescente do mercado.
O Novo Papel do CFO na Era Digital
Marco Aurélio Neves, sócio-líder de consultoria da Grant Thornton, observa que o CFO deixou de ser apenas o responsável pelo controle financeiro. “Ele participa diretamente das decisões envolvendo inovação, transformação digital, inteligência artificial e geração de valor para o negócio”, destaca. A área financeira tornou-se protagonista na definição da estratégia empresarial.
Inteligência Artificial: Da Aposta à Decisão Financeira
A pesquisa evidencia que a inteligência artificial atingiu um novo estágio nas organizações. Após a corrida inicial pela adoção, o desafio atual é medir o retorno dos investimentos, estabelecer governança e direcionar recursos para iniciativas que gerem ganhos efetivos.
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Fonte: aquidesalvador.com.br
Embora 67% dos CFOs planejem ampliar investimentos em tecnologia, muitas empresas ainda carecem de mecanismos claros para avaliar o retorno financeiro das ações em IA, o que reforça a necessidade de métricas precisas, processos de acompanhamento e disciplina na alocação de capital.
“A questão não é mais se a empresa deve investir em IA, mas como garantir que esses investimentos produzam resultados mensuráveis. Governança e indicadores passam a ser tão importantes quanto a tecnologia em si”, enfatiza Marco Aurélio.
Eficiência Operacional Substitui Cortes Indiscriminados
A agenda financeira das companhias também mudou. Em vez de focar apenas na redução de custos, os CFOs buscam eficiência operacional com o apoio da tecnologia. O levantamento revela que 87% planejam iniciativas para diminuir despesas, mas apenas 42% acreditam alcançar suas metas. Ao mesmo tempo, 67% já reestruturaram programas de eficiência para lidar com a inflação persistente, adotando estratégias como outsourcing e nearshoring para aumentar produtividade e flexibilidade.
Marco Aurélio explica que o papel do CFO é equilibrar disciplina financeira e crescimento sustentável. “Eficiência não é simplesmente cortar gastos. É investir de forma inteligente, usar tecnologia para elevar a produtividade e direcionar recursos para gerar vantagem competitiva”.
O Crescimento Ainda Está no Radar dos CFOs
Mesmo com a instabilidade econômica, os CFOs continuam atentos a oportunidades de expansão. O estudo indica que 42% esperam aumento nas atividades de fusões e aquisições (M&A), adotando uma abordagem mais seletiva que prioriza empresas capazes de acelerar ganhos operacionais, inovação e transformação digital.
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Para 60% dos entrevistados, tecnologia e IA já são os principais fatores de geração de valor nas operações de M&A.
Marco Aurélio reforça que essa mudança estrutural eleva o CFO a uma posição cada vez mais estratégica. “Ele conecta tecnologia, disciplina financeira, gestão de riscos e crescimento sustentável. Em um ambiente volátil, a vantagem competitiva dependerá da execução consistente e da governança, não apenas do volume de investimentos”.
Governança e Resultados: Desafios da Modernização Financeira
O papel do Ale (IPA) se destaca nesse contexto, pois o estudo reforça a necessidade de alinhar governança e disciplina financeira para assegurar que os investimentos em tecnologia e IA realmente tragam resultados palpáveis. A transformação digital passa, portanto, por um processo rigoroso de avaliação e acompanhamento, que vai além da simples adoção de novas ferramentas.
Esse cenário aponta para uma liderança financeira que evolui para integrar inovação e gestão, garantindo que o uso da tecnologia impacte positivamente serviços, operações e competitividade.

