Eleição para o governo do Distrito Federal reúne sete candidatos
O Distrito Federal mantém um calendário eleitoral distinto do restante do país ao realizar eleições para cargos distritais, federais e para o governo a cada quatro anos, e não a cada dois como nas demais unidades federativas. Essa característica singular faz com que a disputa pelo comando do “quadradinho” onde está a sede do governo brasileiro concentre atenção específica em pleitos que coincidem com as eleições gerais.
Em 2026, sete candidaturas estão oficialmente registradas para o governo do Distrito Federal, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sujeitos a alterações até o prazo final de registro em 15 de agosto. Entre os postulantes, figuram a atual governadora em exercício, ex-governadores, parlamentares e representantes de movimentos sociais, compondo um cenário político diversificado.
Perfil dos candidatos e suas trajetórias políticas
Celina Leão (PP), de 49 anos, ocupa o cargo de governadora interina após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB). Com experiência como vice-governadora, deputada federal e presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, ela busca a reeleição apoiada por uma coligação que inclui MDB, Republicanos, PL e outras legendas aliadas. Gustavo do Vale Rocha (Republicanos), advogado e professor de 53 anos, é seu candidato a vice-governador.
José Roberto Arruda (PSD), engenheiro civil de 72 anos, retorna ao cenário da disputa pelo PSD, coligado oficialmente com o Avante. Já foi senador, deputado federal e governou o Distrito Federal entre 2007 e 2010. Arruda enfrenta desafios judiciais relacionados à Operação Caixa de Pandora, desencadeada em 2009, buscando reverter a inelegibilidade com base em recentes alterações legais. Seu registro de candidatura aguarda análise do TSE.
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Kiko Caputo (Novo), advogado de 56 anos, foi presidente da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil entre 2010 e 2012 e integrou o Conselho da República entre 2018 e 2020. Sua candidatura reflete a busca do partido por fortalecimento local.
Outros candidatos e suas propostas institucionais
Leandro Grass (PT), professor e sociólogo de 41 anos, concorre pelo Partido dos Trabalhadores, com o apoio das federações Brasil da Esperança e PSOL-Rede. Deputado distrital entre 2019 e 2022, presidiu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) até abril, quando deixou o cargo para se lançar candidato. A vice na chapa é Teresa Cristina Monteiro (PSOL), socióloga e dirigente partidária atuante nos movimentos do funcionalismo público.
Paula Belmonte (PSDB), empresária e deputada distrital de 53 anos, oficializou sua candidatura pela Federação PSDB-Cidadania. Com passagem pela Câmara dos Deputados entre 2019 e 2022, assumiu posteriormente cadeira na Câmara Legislativa do DF.
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Ricardo Cappelli (PSB), jornalista de 54 anos, lidera uma coligação apoiadora do Partido Socialista Brasileiro. Sua trajetória recente inclui atuação como interventor federal na Segurança Pública do Distrito Federal, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023 após os eventos antidemocráticos de 8 de janeiro. Também foi secretário-executivo do Ministério da Justiça e presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.
Samara Mineiro (UP), professora e servidora pública de 32 anos, é a candidata da Unidade Popular. Formada em geografia pela Universidade de Brasília, iniciou a carreira docente na rede pública do DF e tem histórico ligado a movimentos sociais e educacionais. Thaís Oliveira, comunicóloga e técnica administrativa no Instituto Federal de Brasília, compõe a chapa como vice.
Próximos passos da disputa e impacto administrativo
Até 15 de agosto, data limite para registro oficial das candidaturas, os nomes podem sofrer alterações. A disputa pelo governo do Distrito Federal envolve não apenas a escolha dos representantes locais, mas também reflexos diretos na gestão pública e na articulação política da capital federal. A complexidade do cenário eleitoral, marcada por perfis variados e desafios judiciais, aponta para um processo que exigirá atenção à legislação e às movimentações institucionais que definem o futuro administrativo do DF.

