Reações distintas na política do Distrito Federal
A confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25) provocou manifestações divergentes entre parlamentares e lideranças políticas do Distrito Federal. Enquanto apoiadores celebraram o resultado e defenderam a continuidade da mobilização popular, representantes do campo bolsonarista levantaram questionamentos e dúvidas infundadas sobre o processo eleitoral.
Lula superou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, obtendo 51,77% dos votos válidos contra 48,23% do senador. Essa vitória representou uma virada inédita na história das eleições presidenciais brasileiras: pela primeira vez, o candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno conquistou a Presidência na etapa seguinte.
Aliados destacam mobilização popular
Nas redes sociais, deputados distritais e federais do campo progressista vincularam o triunfo de Lula à participação ativa da população e à defesa da democracia. O deputado distrital Gabriel Magno (PT) ressaltou a atuação da militância e diferentes grupos sociais como trabalhadores, estudantes, mulheres, pessoas negras e a comunidade LGBT+ durante a campanha.
“Ganhamos nas ruas, na mobilização, nas redes e nas urnas. Essa vitória é da militância, dos trabalhadores e trabalhadoras, dos estudantes, das mulheres, do povo negro e da população LGBT+. É de quem enfrentou o ódio e não desistiu do Brasil”, afirmou Magno. O parlamentar também defendeu a manutenção da mobilização política e cobrou responsabilização pelos ataques sofridos durante o pleito.
O deputado Ricardo Vale (PT) celebrou a derrota da extrema direita em um vídeo divulgado nas redes sociais, enfatizando a superação do fascismo e grupos ligados ao bolsonarismo. Da mesma forma, Chico Vigilante (PT) comemorou o resultado ao lado da família, destacando o papel dos apoiadores que mantiveram a campanha firme até o fim.
Leia também: Pesquisa indica empate técnico entre Lula, Bolsonaro e Michelle no 1º turno eleitorais
Leia também: Eleições no Brasil: Secretário de Trump Confirma Expectativa de Segundo Turno entre Flávio Bolsonaro e Lula
A deputada federal Erika Kokay (PT) associou a vitória à mobilização popular e criticou os obstáculos enfrentados pelos eleitores durante a votação, como dificuldades de transporte. Em suas redes sociais, ela relacionou o resultado à defesa da soberania nacional, afirmando que a vitória representou uma derrota do fascismo no Brasil e em outros países.
Defesa da democracia e soberania
O ex-governador do Distrito Federal e deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) destacou o engajamento dos jovens e estudantes na campanha e reforçou a necessidade de manter a vigilância para proteger a democracia e a soberania nacional, mesmo após o resultado eleitoral.
A senadora Leila do Vôlei (PDT), em recesso parlamentar, também reconheceu a vitória de Lula, destacando a importância do respeito às regras eleitorais na construção democrática. Para ela, a vitória foi conquistada voto a voto e reflete a escolha do povo brasileiro.
Entre os parlamentares do Psol, o deputado Fábio Felix qualificou a eleição como histórica, uma vez que Lula conseguiu reverter a desvantagem do primeiro turno para vencer a Presidência. Max Maciel (Psol), por sua vez, comemorou a vitória, mas ressaltou a importância de manter a mobilização popular para acompanhar o Congresso Nacional e impedir retrocessos em direitos sociais.
Leia também: Primeiras-Damas do Paraná: Da Influência Social à Trajetória Política
Fonte: ctbanews.com.br
Leia também: Pesquisa Gerp revela Flávio Bolsonaro liderando segundo turno com 55% dos votos válidos
Fonte: bahnoticias.com.br
Leandro Grass (PT), ex-candidato ao Governo do Distrito Federal, celebrou a reeleição nas redes sociais, destacando o enfrentamento ao fascismo durante a campanha. Ele parabenizou Lula e reforçou a luta política ao seu lado.
Respeito ao resultado e contestação do PL
Paula Belmonte (PSDB), deputada distrital e ex-candidata ao governo do DF, que apoiou Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, publicou mensagem em defesa do respeito ao resultado eleitoral e da fiscalização dos eleitos, ressaltando que esse é o caminho para fortalecer a democracia e as instituições.
Por outro lado, parlamentares do PL contestaram o resultado. O deputado federal Alberto Fraga (PL) afirmou que a eleição foi marcada por irregularidades e classificou o processo como um “golpe”. Em vídeo, criticou a confiabilidade das urnas e anunciou intenção de acompanhar o governo eleito, sugerindo inclusive um pedido de impeachment.
A deputada federal Bia Kicis (PL) manifestou apoio ao senador Flávio Bolsonaro, que questionou a prorrogação do horário de votação e criticou o resultado. Bolsonaro classificou como “inaceitável” a extensão do horário até as 19h, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, alegando quebra de isonomia e defendendo a anulação da eleição. A decisão do STF atendeu a pedidos das duas campanhas e levou em conta problemas no transporte público e condições climáticas que dificultaram o deslocamento dos eleitores.

