Vitória da Conquista no diálogo nacional sobre gestão de riscos
A Prefeitura de Vitória da Conquista marca presença no II Encontro Nacional das Defesas Civis Municipais, realizado entre os dias 6 e 7 em Brasília (DF). O evento reúne gestores públicos, especialistas e representantes institucionais para discutir as estratégias locais voltadas à prevenção e enfrentamento dos impactos provocados por eventos climáticos extremos, como o El Niño. Nesta edição, o município é representado por integrantes da Coordenação Municipal de Defesa Civil (Compdec) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).
Discussões estruturadas para fortalecer as defesas civis
Durante os dois dias de encontro, as mesas temáticas abordam todas as etapas da gestão de riscos e desastres — prevenção, resposta, mitigação e recuperação. Temas como “Planejamento Municipal para a Gestão de Riscos e Desastres”, “Políticas Sociais em Contexto de Riscos e Desastres” e “Financiamento e fortalecimento institucional das defesas civis municipais” compõem a programação. O objetivo principal é consolidar um posicionamento técnico e legislativo que auxilie no debate nacional sobre o financiamento contínuo, estruturação e fortalecimento das Defesas Civis Municipais.
Experiências locais e desafios no enfrentamento de desastres
O engenheiro da Defesa Civil de Vitória da Conquista, Gabriel Queiroz, destaca a relevância da troca de experiências para aprimorar a atuação do órgão dentro do contexto municipal. Segundo ele, “estar junto a outros municípios com características semelhantes e diferentes permite compartilhar cases de sucesso e desafios. Discutimos a atuação próxima aos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil, a articulação antecipada diante do El Niño e outros desastres, além da elaboração do PLANCON específico para desastres relacionados ao fenômeno”.
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Gabriel aponta que o principal desafio reside na obtenção de recursos externos, especialmente estaduais e federais, para ações preventivas. “Nossa gestão municipal atua de forma sensível na prevenção, reduzindo o impacto para a população. Sobre o El Niño, espera-se o prolongamento da estiagem, com possível renovação do decreto de emergência ainda este mês. Além disso, há riscos de ondas de calor e incêndios florestais. A gestão permanece articulada sob o comando da prefeita, acompanhando o agravamento da Situação de Emergência”, explicou.
Integração entre secretarias para adaptação climática
O secretário municipal de Meio Ambiente, Diêgo Gomes, ressalta a importância da articulação interna. “Com mais de 3.200 km², Vitória da Conquista enfrenta desafios diversos em suas regiões. Instituímos um grupo de trabalho para elaborar o Plano Municipal de Adaptação Climática, que já está em andamento. Em relação ao El Niño, mapeamos áreas que demandam atenção especial, sobretudo nas regiões de caatinga afetadas pela seca”, explicou.
Diêgo também reforça que um grupo consolidado acompanha os efeitos das calamidades climáticas, sejam relacionadas às chuvas ou às altas temperaturas. Essa estrutura visa aprimorar a resposta municipal diante das variações climáticas extremas.
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Medidas municipais para enfrentar fenômenos climáticos
Vitória da Conquista vem implementando políticas públicas específicas para mitigar os impactos de eventos climáticos extremos, como o El Niño, que provoca elevação da temperatura das águas do Pacífico equatorial e intensifica a seca nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
No final de setembro, a Prefeitura instituiu o Comitê de Gerenciamento de Crise para Situações de Emergência Pluviométrica e Climática e de Alerta Climático, regulamentado pelo Decreto nº 24.451/2026. O colegiado, vinculado à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (SMSP), reúne diversos órgãos municipais para coordenar ações preventivas e de resposta a emergências climáticas, incluindo variações atípicas de temperatura, umidade e ventos.
Este comitê amplia a capacidade de resposta do município diante do possível avanço de um El Niño mais severo nos próximos meses, reforçando o compromisso da gestão com a segurança da população e a proteção dos recursos naturais do território.

