Tom Dumoulin Analisa Ataque Decisivo de Pogacar
Tom Dumoulin, campeão do Giro d’Italia de 2017, acompanhou a 10ª etapa do Tour de France em Le Lioran como comentarista da emissora holandesa NOS. Ele destacou a atuação impressionante de Tadej Pogacar (UAE Emirates), que deixou todos para trás ao atacar o grupo e perseguir o escapado Richard Carapaz. “Pogacar abre quase um minuto de vantagem em 600 a 700 metros”, afirmou Dumoulin, impressionado com a velocidade do esloveno.
“Ele dispara como um foguete. Vingegaard nem se deu ao trabalho de tentar acompanhá-lo; simplesmente não havia a menor chance”, completou o ex-ciclista, ressaltando a superioridade de Pogacar naquele momento decisivo da prova.
Vitória com Significado Especial e Desempenho Individual
Para Dumoulin, a vitória de Pogacar teve um peso emocional, já que o esloveno buscava a revanche após ser derrotado por Vingegaard na mesma chegada, dois anos antes. No entanto, o holandês frisou que o triunfo não foi fruto de uma equipe forte. “Na subida do Col de Pertus, vimos um ciclista atrás do outro ficando para trás. Chegamos a ver o Davide Piganzoli puxando para o Jonas Vingegaard, porque não havia mais ninguém (da UAE Emirates) ditando o ritmo”, explicou.
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Fonte: diariofloripa.com.br
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O comentário reforça que Pogacar se destacou principalmente por sua força individual, diante de uma equipe menos atuante naquele trecho do Tour.
Imparável Mesmo com Equipe Mais Fraca
Dumoulin também ressaltou a diferença que Pogacar fez ao ultrapassar Carapaz na reta final. “Por um momento, pensei: Richard Carapaz será o vencedor hoje. Mas quando você vê como ele ultrapassa o Carapaz, é como se o Carapaz estivesse parado”, declarou, evidenciando a superioridade do esloveno.
“E esse não é um ciclista que escapou no início da prova e liderou o dia todo… Como ciclista, isso às vezes te deixa desanimado: mesmo que a equipe dele seja um pouco mais fraca, simplesmente não há absolutamente nada que você possa fazer contra esse Pogacar.”
Momento do Ataque e Estratégia da Equipe
Sobre o timing escolhido para o ataque, Dumoulin apontou que a condição de Isaac Del Toro (UAE Emirates) pode ter influenciado a decisão de Pogacar. “Acho que ele indicou que provavelmente não estava se sentindo bem. E, claro, Pogacar não quer que outros se beneficiem de um dia ruim para seu companheiro de equipe”, explicou.
Essa análise detalha o cuidado estratégico de Pogacar para garantir a vitória sem expor a equipe a riscos desnecessários.

