Mobilização pela Valorização dos Docentes

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) expressa seu apoio à greve que se iniciou na Universidade do Distrito Federal (UnDF) em 20 de março. Esta mobilização, respaldada por docentes e estudantes, busca a valorização do magistério superior, a melhoria da qualidade do ensino e o fortalecimento da democracia dentro das instituições universitárias.

Organizada pelo Sindicato dos Docentes da UnDF (SindUnDF), a greve tem como propósito denunciar a precarização da carreira docente, os salários inadequados e a falta de diálogo com a gestão. A situação se agravou ainda mais com a decisão unânime de transferir cursos da unidade Lago Norte para Ceilândia, o que pode dificultar o acesso dos estudantes e aumentar os índices de evasão no ensino superior público da região.

Essa medida, considerada a “gota d’água”, reflete uma prática recorrente de desrespeito à comunidade acadêmica. As decisões têm sido impostas sem o devido diálogo e participação democrática, ignorando as condições práticas de ensino e aprendizagem. Além disso, a manutenção de uma reitoria temporária, acusada de conduzir a administração de maneira inadequada e de utilizar a repressão policial, tem contribuído para a tensão no ambiente universitário, agravando ainda mais a crise institucional.

Crítica ao Autoritarismo na Gestão Universitária

No âmbito político, o Sinpro-DF critica abertamente o autoritarismo da gestão do governador Ibaneis Rocha e de sua vice, Celina Leão. Essa lógica de gestão, segundo o sindicato, é observada em diversas instituições públicas, onde chefias ignoram a importância de um serviço público democrático. Na UnDF, essa realidade se manifesta pela falta de eleições para a administração superior e pela exclusão de professores e professoras dos conselhos universitários, além da imposição de medidas que enfraquecem a instituição.

É urgente que se promova uma reestruturação da carreira do magistério superior na UnDF, contemplando não apenas a valorização salarial, mas também condições dignas de trabalho e perspectivas de desenvolvimento profissional. É imprescindível que a universidade funcione de maneira democrática, com a efetiva participação da comunidade acadêmica e a atuação de servidores públicos de carreira.

Defesa da UnDF como Instituição Pública de Qualidade

Outro ponto destacado na nota do Sinpro é a necessidade de uma estruturação plena da UnDF e de seus campi, para garantir condições adequadas ao cumprimento de suas funções essenciais: ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento social no Distrito Federal. A UnDF representa uma reivindicação histórica do magistério público da capital do Brasil, e defendê-la é garantir sua consolidação como uma instituição pública de referência e qualidade, em oposição a um projeto que privilegia a precarização sob uma gestão neoliberal e autoritária.

Por fim, o Sinpro reitera que a luta da comunidade acadêmica da UnDF é legítima e fundamental para assegurar uma universidade pública, gratuita, autônoma, inclusiva e socialmente referenciada. O apoio à greve não é apenas uma questão de direitos trabalhistas, mas uma defesa da educação superior como um bem público essencial.

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