Educação Ambiental e Arte em Sintonia
No dia 10 de fevereiro, o Instituto Brasília Ambiental promoveu o projeto “Escolas de Arte do Cerrado – Exposição Bélgica”, uma ação educativa que alia sustentabilidade, cultura e cooperação institucional. A iniciativa faz parte dos Programas “Eu Amo Cerrado” e “Parque Educador”, em colaboração com a Secretaria de Educação e a Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal.
A atividade ocorreu na Ecovila da Aldeia, localizada no Altiplano Leste, e envolveu 35 alunos do 4º ano do Ensino Fundamental da Escola Classe Interlagos, divididos entre os turnos matutino e vespertino. O principal intuito foi unir educação ambiental à expressão artística, promovendo a valorização do Cerrado por meio de experiências práticas e criativas. Durante a ação, os participantes puderam explorar oficinas de pintura com tintas naturais, origami usando elementos do Cerrado, além de atividades musicais e de plantio.
Valterson Silva, presidente do Brasília Ambiental, ressaltou a importância dessa abordagem. “Iniciativas como essa mostram como a educação ambiental pode ser transformadora quando unida à cultura e ao aprendizado prático. Estamos contribuindo para formar cidadãos mais conscientes e comprometidos com a preservação do nosso bioma”, destacou.
Conexões Internacionais e Sensibilização
O projeto não só visa sensibilizar os jovens sobre questões ambientais, mas também pretende gerar conteúdos artísticos que poderão participar de uma exposição internacional na Bélgica, marcada para ocorrer em 2026. Isso deverá ampliar bastante a visibilidade das ações realizadas no Distrito Federal.
Louise Amand, consultora ambiental da Tribu de Gaia e uma das idealizadoras do projeto, compartilhou sobre a origem e o propósito dessa iniciativa. “Tenho trabalhado há mais de oito anos com uma ONG na Bélgica, focando na proteção do Cerrado. Este projeto surgiu do desejo de conscientizar sobre questões ambientais através da arte. O agroecólogo belga Luc Vankrunkelsven acreditava no poder da sensibilização por meio da arte e da observação amorosa do meio ambiente. Esse legado nos inspirou a criar o Projeto Cerrado Arte e Escola, que começou no ano passado em Brasília, integrando também voluntários na Bélgica, como o Viva Cerrado, que visa educar sobre os impactos do consumo de produtos brasileiros na Europa”, explicou Louise.
O objetivo principal é conectar as crianças do DF com o Cerrado, espalhando a mensagem de proteção ambiental por toda a Europa. “Queremos despertar o amor pelo Cerrado entre as crianças, promovendo a regeneração ecológica e a empatia entre elas”, enfatizou.
Fortalecimento da Consciência Ambiental
O Projeto Escolas de Arte do Cerrado reforça as diretrizes do Programa Parque Educador, que transforma ambientes naturais em espaços de aprendizado ao ar livre. As atividades são planejadas para estimular a conexão entre estudantes, meio ambiente e a comunidade.
Mariana Ferreira dos Anjos, analista ambiental do Brasília Ambiental, destacou a importância da ação em aproximar os alunos da temática ambiental. “A valorização do bioma Cerrado é uma questão global. Ao conectar os estudantes com atividades práticas, como plantar e criar, fortalecemos uma relação mais respeitosa com o meio ambiente. Essa ação integra o Programa Parque Educador e as publicações pedagógicas do Programa Eu Amo Cerrado, permitindo que os alunos se apropriem do seu território, da arte e levem essa mensagem para outros contextos, até internacionais”, informou Mariana.
Ela também mencionou que a presença do professor Guilherme Rosa Guedes, atuando pelo Programa Parque Educador, contribui para dar uma maior visibilidade ao Cerrado no cenário internacional. “Embora o Brasil seja frequentemente associado apenas à Amazônia, o Cerrado tem uma importância ambiental significativa e precisa ser mais reconhecido. Essa colaboração com a Bélgica é uma oportunidade para sensibilizar mais pessoas sobre a necessidade de preservar esse bioma”, concluiu.
