Queda nos Preços do Etanol em Diversas Regiões
Os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que os preços médios do etanol hidratado sofreram uma queda em 12 Estados e no Distrito Federal na semana que se encerrou em 18 de abril de 2026. Em contrapartida, houve aumentos nos preços em 9 estados e a estabilidade foi observada em 4 estados. É importante ressaltar que não houve registro de preço no Amapá nesta análise.
De acordo com a ANP, o preço médio do etanol no Brasil permaneceu em R$ 4,69 por litro. Em São Paulo, que é o maior produtor e consumidor de etanol, o valor caiu 0,66%, passando para R$ 4,49 o litro. Goiás, por sua vez, registrou a maior alta percentual da semana, com um aumento de 11,39%, elevando o preço de R$ 4,39 para R$ 4,89 por litro. No Amazonas, a maior queda foi de 2,55%, com os preços passando de R$ 5,50 para R$ 5,36 por litro.
Preços Mínimos e Máximos Observados
No que diz respeito aos preços mínimos, o menor valor registrado na semana para o etanol foi de R$ 3,49 por litro, encontrado em um posto de São Paulo. Em contrapartida, o preço mais alto foi de R$ 6,59, observado no Rio Grande do Sul. Entre os estados, Mato Grosso do Sul apresentou o menor preço médio do etanol, com R$ 4,42 por litro, enquanto Pernambuco teve a maior média, com o valor de R$ 5,69 por litro.
Competitividade do Etanol em Relação à Gasolina
A competitividade do etanol em relação à gasolina também merece destaque. Na semana analisada, o etanol foi considerado mais competitivo em apenas quatro Estados. A média de preços observada nos postos de combustíveis do Brasil indicou uma paridade de 69,48% do etanol em comparação com a gasolina, favorável para o biocombustível em relação ao derivado do petróleo.
Em Mato Grosso, a paridade do etanol era de 67,89%, enquanto em Mato Grosso do Sul foi de 67,69%. No Paraná, a paridade alcançou 69,51% e em São Paulo, 67,42%. Especialistas do setor afirmam que o etanol pode se mostrar competitivo mesmo quando a paridade ultrapassa os 70%, dependendo do tipo de veículo em que o biocombustível é utilizado, o que pode influenciar as escolhas dos motoristas.
