Estabilidade nos Preços da Carne Suína

No Brasil, a semana foi marcada por uma estabilidade nos preços da carne suína, tanto do quilo vivo quanto dos cortes no atacado. De acordo com Allan Maia, analista da Safras & Mercado, a movimentação no mercado tem sido baixa, com frigoríficos adotando uma abordagem cautelosa, devido a um cenário desafiador no curto prazo.

“A fraqueza dos preços da carne de frango e a descapitalização das famílias são fatores que influenciam a decisão de compra e, por consequência, a reposição de suínos”, destaca Maia.

Os suinocultores têm tentado manter os valores do animal vivo, indicando que a oferta deverá se ajustar à demanda da indústria. Um indicador positivo para o setor é o bom desempenho das exportações, que continua a trazer boas notícias.

Cotações e Variações no Mercado

O levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo sofreu uma leve queda, passando de R$ 6,61 para R$ 6,60. Em relação aos cortes de carcaça, a média foi fixada em R$ 10,13, enquanto o preço do pernil chegou a R$ 12,04.

Os dados de preços variam por estado, conforme segue:

  • São Paulo: estabilidade a R$ 133,00 a arroba;
  • Rio Grande do Sul: quilo vivo caiu de R$ 6,45 para R$ 6,35 (integração), mantendo-se em R$ 6,90 no interior;
  • Santa Catarina: integração recuou de R$ 6,45 para R$ 6,35, enquanto o interior ficou em R$ 6,65;
  • Paraná: mercado livre a R$ 6,85; integração caiu de R$ 6,50 para R$ 6,40;
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande em R$ 6,50; integração a R$ 6,30;
  • Goiás: R$ 6,50;
  • Minas Gerais: interior em R$ 6,60; mercado independente a R$ 6,80;
  • Mato Grosso: Rondonópolis a R$ 6,50; integração estadual em R$ 6,20.

A estabilidade nos preços reflete a cautela dos frigoríficos e o ajuste entre oferta e demanda em diferentes regiões do país.

Exportações como Fator de Sustentação

Em março, o Brasil exportou 57,263 mil toneladas de carne suína “in natura”, gerando uma receita de US$ 143,975 milhões, com uma média diária de US$ 14,397 milhões. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.514,2.

Quando comparamos com março de 2025, observamos um aumento de 6,1% no valor médio diário e uma elevação de 6% na quantidade média diária exportada, enquanto o preço médio se manteve estável. Esse desempenho positivo nas exportações tem ajudado a sustentar os preços internos, mesmo diante do cenário de cautela e baixa movimentação no mercado nacional.

Projeções para o Futuro

Especialistas acreditam que o mercado de carne suína continuará estável no curto prazo, com possíveis ajustes nas cotações, dependendo da dinâmica das exportações e do consumo interno. A demanda das famílias e a concorrência com a carne de frango permanecem como fatores centrais que podem impactar a reposição de suínos e a formação de preços nos próximos dias.

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