Operação Policial e Prisões
A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, na última sexta-feira (17), a prisão de cinco indivíduos suspeitos de roubar medicamentos de alto custo, que eram destinados à venda ilegal. Durante a ação, as autoridades cumpriram 17 mandados de busca e apreensão em várias localidades.
Os medicamentos em questão são fundamentais para tratamentos de doenças graves como câncer, condições autoimunes e cuidados de pacientes transplantados. Somente no último ano, o líder do grupo criminoso movimentou cerca de R$ 20 milhões em atividades ilícitas.
As investigações revelaram que a organização criminosa tem sua sede em Goiânia (GO) e possui ramificações em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Embora a polícia tenha avançado nas operações, os nomes dos detidos não foram divulgados até o momento.
Medicamentos Cruciais em Risco
A operação da Polícia Civil revelou que uma das principais distribuidoras de medicamentos afetadas pela quadrilha está localizada no Distrito Federal. Em 31 de março, os policiais conseguiram interceptar uma carga de medicamentos roubados em Niterói (RJ), que foi encontrada em uma transportadora no Aeroporto Internacional de Brasília. Esta carga, que continha 493 caixas, estava avaliada em aproximadamente R$ 4 milhões.
A Polícia Civil denunciou que a ação criminosa colocou em risco a vida de pacientes extremamente vulneráveis, que dependem desses medicamentos essenciais para a sobrevivência. Além disso, muitos dos produtos não eram armazenados de forma adequada, expondo-os a temperaturas inadequadas que poderiam torná-los ineficazes ou até prejudiciais à saúde dos usuários. “Esses medicamentos deixaram de ser eficientes e, em alguns casos, se tornaram potencialmente tóxicos”, afirmou a corporação em nota.
Medicamentos de Alto Custo
Entre os itens roubados, destacam-se medicamentos com preços exorbitantes, como:
- Venclexta: utilizado no tratamento de cânceres sanguíneos, com preço em torno de R$ 37 mil;
- Libtayo: indicado para tratamento de determinados tipos de câncer, avaliado em R$ 32 mil;
- Tagrisso: recomendado para o tratamento de câncer de pulmão, também custando cerca de R$ 32 mil.
A polícia continua a investigação e busca desmantelar toda a rede envolvida no tráfico de medicamentos.

