Eduardo Pedrosa: Orçamento do DF segue firme
No contexto de incertezas envolvendo a relação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, Eduardo Pedrosa (União Brasil), presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), afirmou, em entrevista ao Correio, que o orçamento da capital não será reduzido. Ele defendeu a importância da cautela e da responsabilidade fiscal, rebatendo especulações sobre a situação financeira do DF e detalhando o papel da CLDF na supervisão do tema, especialmente em um ano eleitoral.
Recentemente, circularam informações de que a saúde fiscal do Distrito Federal pode não ser tão estável quanto se pensava. Para Pedrosa, a situação econômica requer uma análise mais pessimista, principalmente em um cenário repleto de incertezas tanto a nível nacional quanto local. “Quando o governo fala em controlar as contas, busca manter responsabilidade com o que pode ser feito ao longo do ano”, destacou.
A incerteza também se estende à relação do BRB com o Banco Master. Perguntado se o GDF teria condições de fazer um aporte de recursos, caso necessário, Pedrosa ressaltou que a saúde financeira do DF é diferenciada em relação a outros estados. “Temos um patrimônio significativo e ativos importantes, mas, por enquanto, tudo isso está no campo da especulação”, afirmou, enfatizando que, enquanto houver incertezas, é difícil discutir soluções precisas.
Sobre o impacto de um eventual aporte em áreas essenciais como saúde, educação e segurança, Pedrosa destacou que o governador já afirmou que não haverá cortes nos orçamentos dessas áreas. “Houve reajustes consideráveis para as forças de segurança no último ano, demonstrando o compromisso da administração com essa área”, disse. No entanto, ele reiterou que é preferível trabalhar com dados concretos do que especulações.
Como presidente da Comissão de Orçamento, Pedrosa explicou que a fiscalização do relacionamento entre o BRB e o Banco Master é uma prioridade. “Desde o início, buscávamos agir com celeridade na votação do novo presidente do BRB. Em tempos de crise, informações desencontradas podem ser perigosas, e a credibilidade da instituição precisa ser mantida”, declarou.
Ele também comentou sobre o compromisso de acompanhamento da situação. Segundo Pedrosa, o presidente do BRB se comprometeu a prestar contas em fevereiro, assim que a auditoria for finalizada. “Essa transparência é fundamental para que possamos atuar de maneira efetiva”, complementou.
Refletindo sobre o processo de negociação aprovado pela CLDF no ano anterior, Pedrosa defendeu que não houve falhas. “A narrativa de que a Câmara aprovou a compra de um banco pelo outro é equivocada. O que fizemos foi dar autorização para a negociação, e a aquisição só poderia ocorrer com a aprovação do Banco Central do Brasil”, esclareceu. Ele acrescentou que, se houvesse uma negativa por parte do Banco Central, a negociação estaria encerrada.
O impacto político desse caso, especialmente em um ano eleitoral, também foi abordado por Pedrosa. Ele ressaltou a importância de distinguir o que é real do que é politicagem. “Adversários podem usar qualquer artifício para chegar ao poder. Nosso papel é representar a população, apoiando ações do governo que consideramos pertinentes e fiscalizando quando necessário”, enfatizou.
Por fim, ao mencionar a potencial candidatura de Celina Leão ao Palácio do Buriti e Ibaneis Rocha ao Senado, Pedrosa afirmou que a composição é bem aceita dentro do União Brasil. “Acredito que há uma construção coletiva sólida sob a liderança do governador, e estarei apoiando a vice-governadora, buscando a continuidade das iniciativas já iniciadas no DF”, concluiu, demonstrando otimismo com o futuro político da região.
