Um ano de conquistas em igualdade e autonomia

Em 2025, o Ministério das Mulheres se destacou por suas ações voltadas a combater desigualdades históricas no mercado de trabalho. Com foco na igualdade salarial, valorização do cuidado como política pública e inclusão produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade, a pasta impulsionou importantes iniciativas para promover a autonomia econômica de mulheres, especialmente negras, indígenas e periféricas.

No contexto do Dia Internacional da Igualdade Salarial, a ministra Márcia Lopes reforçou que a busca por igualdade de salários não é um favor, mas sim um direito de cidadania que deve ser garantido pelo Estado. O Governo do Brasil se comprometeu a criar oportunidades e valorização para as mulheres no ambiente laboral, evidenciando a necessidade de ações efetivas.

A seguir, destacam-se algumas das principais ações realizadas ao longo do ano:

  1. Publicação dos 3º e 4º Relatórios de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgando dados de empresas com 100 ou mais empregados nos meses de abril e novembro;
  2. Criação do Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral e do comitê gestor interministerial em abril;
  3. Fortalecimento das lavanderias públicas e comunitárias como estratégias de autonomia e redistribuição do cuidado;
  4. Implantação das Cuidotecas em Institutos Federais, promovendo a permanência de mulheres em seus estudos e empregos;
  5. Formações voltadas para negociação coletiva e o fortalecimento do protagonismo sindical feminino;
  6. Ações direcionadas a trabalhadoras domésticas visando à promoção de direitos;
  7. Incentivo à participação de jovens mulheres nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática com o Programa Asas para o Futuro;
  8. Monitoramento do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, promovendo boas práticas nas organizações;
  9. Lançamento do Plano Nacional de Cuidados – Brasil que Cuida.

Desafios e compromissos com a igualdade salarial

Os Relatórios de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios revelaram que a igualdade salarial continua a ser um grande desafio no Brasil. As análises indicaram a urgência de implementar medidas que efetivamente reduzam as disparidades de renda, especialmente quando se considera o agravamento das desigualdades raciais.

Como resposta, o Governo Federal estabeleceu o Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral, com um Comitê Gestor interministerial que visa coordenar ações voltadas à redução de desigualdades e ao fortalecimento de mecanismos de transparência. A secretária nacional de Autonomia Econômica, Rosane da Silva, destacou que, apesar das boas práticas observadas em algumas empresas, ainda é preciso promover uma mudança na cultura social em relação ao trabalho feminino, onde 51% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres.

Além disso, o ministério tem se esforçado para incluir a perspectiva de gênero nas negociações coletivas, através de formações que incentivam cláusulas de promoção da igualdade em convenções e acordos, buscando ampliar a presença feminina em espaços decisórios.

Políticas de Cuidado e Inclusão Produtiva

Em 2025, a transformação do cuidado em uma política pública foi um marco importante. O Governo iniciou a instalação de Cuidotecas em Institutos Federais, que oferecem apoio a estudantes e trabalhadoras, possibilitando que mães possam equilibrar suas responsabilidades familiares com a educação e o trabalho. A ministra Márcia Lopes afirmou que essa iniciativa exemplifica como o cuidado pode se tornar uma política de Estado.

Além disso, foram fortalecidas as lavanderias públicas e comunitárias, que contribuem para aliviar o trabalho doméstico e ampliar oportunidades de geração de renda, com um investimento inicial de R$ 13 milhões para a implantação de 17 unidades em todo o Brasil. A primeira foi inaugurada em Caruaru, Pernambuco, em junho passado.

Rosane da Silva ainda ressalta que o Plano Nacional de Cuidados não apenas proporciona a autonomia econômica, mas também enfrenta questões de violência e promove a participação política das mulheres.

Educação e Pesquisa: Novos Horizontes

Entre as iniciativas de qualificação voltadas à inclusão produtiva, o Programa Asas para o Futuro se destacou por ampliar a participação de jovens mulheres em setores como tecnologia e ciência. O ministério também firmou uma parceria com o Ipea para desenvolver uma pesquisa nacional sobre catadoras de materiais recicláveis, visando oferecer um diagnóstico abrangente sobre a força de trabalho no setor.

Por fim, ao longo do ano, o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça envolveu empresas em ações para promover igualdade na contratação e ascensão profissional. Em dezembro, um seminário reuniu diversos representantes para discutir essas questões e fortalecer iniciativas de equidade nas organizações.

Ações Finais e Perspectivas para 2026

Para o próximo ano, o Ministério das Mulheres planeja continuar suas ações de monitoramento do Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral, além de ampliar as formações em negociações coletivas com foco em gênero. O objetivo é garantir uma infraestrutura pública de cuidado que beneficie as mulheres, liberando tempo e ampliando suas oportunidades no mercado de trabalho.

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