Uma Nova Leitura do Eixo Monumental
O arquiteto e professor da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Henrique Magalhães de Lima, apresenta esta semana sua mais recente obra, intitulada ‘Monumental’. Este livro oferece uma nova perspectiva sobre o Eixo Monumental, considerado o coração cívico de Brasília. A publicação se baseia em uma pesquisa aprofundada realizada no Arquivo Público do Distrito Federal, com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC).
‘Monumental’ é uma compilação rica em conteúdo que inclui fotografias históricas, registros da construção de Brasília, desenhos técnicos e um ensaio fotográfico contemporâneo da artista Joana França, produzido entre 2011 e 2018. Esse acervo diversificado permite um rastreamento das transformações que o Eixo Monumental sofreu ao longo de mais de seis décadas.
Para Carlos Henrique, a combinação de documentos antigos com imagens atuais enriquece a compreensão de uma paisagem que é familiar, mas frequentemente pouco observada em suas evoluções. Ele afirma: “Os registros da Joana França permitem pensar as transformações no espaço ao longo dos anos.” A intenção da obra é ampliar a percepção sobre este espaço, levando em conta tanto seu caráter simbólico quanto as formas de ocupação pública que foram se solidificando no território ao longo do tempo.
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“É um lugar que possui um aspecto monumental e simbólico, mas que também permite diferentes formas de ocupação e apropriação”, destaca o autor. A obra é apresentada como um convite a refletir sobre o futuro do Eixo Monumental, mantendo seu caráter popular e possibilitando uma variedade de ocupações.
A Importância do Trabalho Coletivo
A pesquisa de Carlos Henrique não se limita a uma análise dos arquitetos e engenheiros envolvidos na construção de Brasília, mas também ressalta o papel essencial dos trabalhadores dos canteiros de obra. Esses profissionais foram fundamentais na transformação dos projetos em imponentes estruturas de concreto, mármore e vidro. O autor questiona como essa confluência de talentos possibilitou a execução ágil e precisa das construções que formaram a cidade.
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Desde os anos 2000, Carlos Henrique dedica-se a explorar o Arquivo Público do DF e elogia a modernização da instituição, que facilitou o acesso a materiais importantes para a pesquisa. “A equipe do Arquivo Público do Distrito Federal foi fundamental para a pesquisa. É uma instituição muito significativa para a história do Brasil”, ressalta.
Um Projeto Inclusivo
O apoio do FAC foi crucial não apenas para o financiamento do projeto, mas também para estimular a circulação cultural e o diálogo com diferentes públicos. Como uma contrapartida social, a publicação incluirá exemplares em braille destinados a bibliotecas de Brasília, além de versões em português e inglês. Isso visa atender a um público amplo e interessado em temas como arquitetura, história, fotografia, patrimônio e urbanismo.
O lançamento do livro ‘Monumental’ ocorrerá em duas datas. Na terça-feira, 28 de novembro, às 19h, no Bar Beirute, localizado na Asa Sul, e no dia seguinte, 29 de novembro, às 17h, no Auditório Jayme Golubov da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/UnB), no Campus Darcy Ribeiro. Este último evento contará com um debate mediado por Leandro Cruz e certificação para os participantes inscritos.
A obra é editada pela Nada — Estúdio Criativo, em coedição com a Estereográfica, e pode ser adquirida na Livraria do Chiquinho, na UnB, e no site da editora, com o preço de R$ 50. O livro promete ser uma contribuição significativa para a compreensão e valorização do Eixo Monumental Brasília.

