Transformações no Live Marketing em 2026
O mercado brasileiro de live marketing inicia 2026 em um novo estágio de maturidade e sofisticação estratégica. Especialistas no setor destacam que, após um ciclo consistente de crescimento, essa área se torna um componente central nas estratégias de comunicação corporativa. O foco agora se desloca de ações pontuais e predominantemente cenográficas para experiências mais profundas, impulsionadas por dados, tecnologia aplicada com propósito e narrativas que criam vínculos duradouros entre marcas e seus públicos.
Os dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Live Marketing revelam que o segmento continua a registrar investimentos significativos, com volumes anuais superiores a R$ 100 bilhões destinados a ativações, eventos e experiências de marca. Esse cenário demonstra a consolidação do live marketing como uma indústria robusta e em expansão contínua, impulsionada pela crescente demanda por experiências presenciais e híbridas que aliam engajamento emocional, mensuração de resultados e integração com plataformas digitais.
Expectativas para o Futuro do Setor
Para 2026, os executivos do setor apontam uma mudança clara nas ativações. As experiências devem se tornar menos superficiais e mais autorais, priorizando jornadas imersivas que valorizam a presença, a conexão e o significado. Embora a estética continue sendo importante, ela deixa de ser o foco central, permitindo que narrativas mais coesas, rituais de engajamento e a construção de comunidades em torno das marcas ganhem destaque.
Elaine Rufato, CEO da Avantgarde, observa que o setor está passando por uma transformação estrutural. Segundo ela, “O mercado está em busca de experiências mais profundas e menos genéricas, o que demanda jornadas imersivas com narrativas fortes e relevância emocional. Ao mesmo tempo, a tecnologia e os dados ocupam um papel cada vez mais estratégico, apoiando decisões, personalizações e eficiência operacional”.
Avanços Tecnológicos e Bem-Estar nas Jornadas de Experiência
A Avantgarde, por exemplo, encerrou 2025 com crescimento de 20% e prevê um aumento adicional de 30% em 2026. Essa trajetória acompanha uma tendência mais ampla do mercado, que observa um crescimento na demanda por eventos de alta complexidade e formatos de ativação que integram estratégia, criatividade, engenharia operacional e mensuração de resultados. O movimento de substituir ações isoladas por experiências integradas e alinhadas a objetivos de negócio tem guiado a alocação de investimentos das marcas.
Outro aspecto crucial para o próximo ano, conforme a Avantgarde, é o avanço intencional da tecnologia. Ferramentas como inteligência artificial, realidade aumentada e ambientes responsivos estão se tornando elementos essenciais nas ativações, ampliando a relevância, a profundidade narrativa e a eficiência das experiências, além de gerar insights estratégicos. Essa integração entre dados, conteúdo e experiência é considerada uma prática-chave na elaboração de projetos, visando a mensuração e análise de comportamento, aproximando o live marketing de métricas associadas à performance e ao retorno sobre investimento.
Além disso, cresce a adoção de estruturas moduláveis e escaláveis, especialmente em feiras, estandes e grandes eventos corporativos. Elaine Rufato explica: “O objetivo é otimizar investimentos, garantir consistência de marca em diferentes mercados e permitir adaptações rápidas a múltiplos formatos e contextos. Esse movimento reflete um setor mais racional, eficiente e alinhado às demandas globais das marcas”.
O bem-estar também entra na pauta das jornadas corporativas. “Experiências que respeitam o ritmo dos participantes e ambientes que estimulam a presença e a atenção plena são fundamentais para um público executivo cada vez mais exigente e consciente do valor do tempo e da qualidade da experiência”, destaca a CEO.
As parcerias estratégicas da Avantgarde durante o último ano, incluindo colaborações com Casas Bahia, Dell Technologies e Espaçolaser, evidenciam a busca das marcas por parceiros que atuem de forma consultiva, integrando narrativa, arquitetura de experiência e uso estratégico de dados. Segundo Rufato, “A expectativa do mercado é que 2026 seja um ano marcado pela complexidade dos projetos, maior exigência técnica e criativa e pela consolidação das experiências como um dos principais ativos de valor para as marcas”.
