Avanços no Setor Gráfico
Recentemente, a Consultoria Smithers divulgou um relatório que aponta mudanças significativas no mercado gráfico mundial, impulsionadas pelo aumento da produção de embalagens e pela crescente demanda por tecnologias de impressão digital. Além disso, o estudo destaca a crescente preocupação dos consumidores modernos com a sustentabilidade, refletindo uma mudança no estilo de vida que busca opções gráficas mais ecológicas. A previsão é que o valor do mercado global de produção de embalagens, impressão digital e soluções sustentáveis salte de aproximadamente US$ 868 bilhões em 2025 para cerca de US$ 969,7 bilhões até 2030.
A pesquisa da Smithers ressalta que o foco está em materiais de alto valor agregado, como embalagens e rótulos, que são essenciais para o consumidor contemporâneo. A expectativa é que até 2030, dois terços do mercado de impressão global sejam ocupados não apenas por embalagens e rótulos, mas também por materiais voltados a pontos de venda.
Crescimento da Impressão Digital no Brasil
De acordo com o relatório, o sistema de impressão digital apresenta um crescimento significativo, projetando que o setor, que atualmente está avaliado em US$ 194,3 bilhões, deve alcançar US$ 244,6 bilhões até 2030. Esse otimismo é refletido nas ações de gráficas brasileiras que estão investindo em tecnologia e inovação para se manterem competitivas no cenário global.
Um exemplo é a Gráfica GIV Online, que há mais de 30 anos atua com impressão offset e digital. A empresa, localizada na região metropolitana de São Paulo, investiu cerca de R$ 200 mil em uma nova mesa plana de alta performance. Segundo Aloísio Verdugo, responsável pelo Desenvolvimento de Produtos da GIV Online, a nova tecnologia permite a impressão direta em superfícies rígidas ou semi-rígidas, utilizando uma luz UV que cura a tinta instantaneamente, eliminando a longa secagem anterior.
Aloísio explica que, antes da adoção dessa mesa, o processo de impressão demandava um dia para a secagem da tinta em substratos como PVC ou poliondas. Agora, com a nova máquina, a impressão é realizada diretamente e a cura da tinta ocorre de forma quase imediata, aumentando a eficiência e diminuindo os prazos de produção. “Com essa agilidade, conseguimos atender a um volume maior de pedidos e oferecer preços mais competitivos, já que o aumento na produção pode chegar a quase 180 m²/h”, destaca.
Tendências Futuras e Tecnologias Emergentes
O relatório da Smithers também menciona a tecnologia inkjet, que desempenha um papel fundamental no cenário do comércio gráfico. Este tipo de impressão já representa 72% das vendas atuais de novas máquinas, e a expectativa é que esse percentual chegue a 81,9% até 2035. As inovações em velocidade linear dos sistemas inkjet têm avançado rapidamente, alcançando até 410 metros por minuto em 2024, com previsão de atingir 500 m/min até 2030.
Essas mudanças tecnológicas estão fazendo com que gráficas em todo o Brasil e no mundo busquem constantemente soluções automatizadas que otimizem o processo produtivo, sem comprometer a qualidade e a velocidade. O objetivo é conseguir oferecer preços acessíveis e prazos curtos de entrega.
No entanto, com o aumento da demanda por tecnologias de impressão, Aloísio acredita que a procura por materiais para pontos de venda deve crescer entre 10% e 22% até o final do ano, indicando que o mercado está se preparando para atingir os US$ 244,6 bilhões até 2030.
Desafios e Oportunidades no Cenário de Cibersegurança
No contexto mais amplo da tecnologia, o cenário de cibersegurança também merece destaque, especialmente à medida que novas ameaças digitais emergem. Conforme o estudo mais recente do FortiGuard Labs, divulgado pela TI Inside, 2026 será um ano desafiador, com três vetores principais definindo a dinâmica de ataque e defesa: velocidade, automação e escala. O relatório ressalta que as operações de cibercrime estão se tornando cada vez mais estruturadas, o que requer uma resposta rápida e tecnológica.
Luiz Henrique Silveira, CTO da Brasiline Tecnologia, enfatiza que a cibersegurança do futuro será baseada em automação na resposta, uso intensivo de inteligência artificial e foco na segurança orientada ao risco do negócio. “A velocidade de execução entre a invasão e o dano se tornará o diferencial para os atacantes”, alerta Silveira. Nesse sentido, as empresas devem se preparar para um ambiente que evolui rapidamente e exige uma adaptação constante.
