Transformação digital impulsiona a indústria brasileira
A indústria brasileira está passando por uma renovação tecnológica significativa, com a modernização dos processos produtivos ganhando cada vez mais espaço. Empresas de todos os portes estão adotando tecnologias avançadas para aumentar a produtividade, reduzir paradas operacionais e ampliar o controle sobre seus processos. Ferramentas como internet das coisas (IoT), inteligência artificial, computação em nuvem e automação industrial deixaram de ser exclusividade das grandes multinacionais, integrando projetos de modernização em indústrias de diferentes tamanhos.
De acordo com a Pesquisa de Inovação Semestral 2024 do IBGE, 89,1% das indústrias brasileiras com 100 ou mais funcionários já utilizam pelo menos uma tecnologia digital avançada. A computação em nuvem lidera a adoção, presente em 77,2% das empresas, seguida por internet das coisas (50,3%), inteligência artificial (41,9%) e robótica (30,5%). Esses números refletem o avanço da digitalização no setor industrial.
Conectividade e integração: pilares da Indústria 4.0
O CEO da Horus Distribuidora, Cláudio Mohn França, destaca que a digitalização deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade operacional. Ele explica que a Indústria 4.0 não se resume à aquisição de equipamentos modernos, mas depende de projetos bem planejados, integração entre áreas e compreensão profunda da operação do cliente.
Porém, o avanço tecnológico enfrenta um desafio estrutural: máquinas e equipamentos industriais têm, em média, 14 anos de uso no Brasil, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Muitas fábricas ainda operam com estruturas anteriores à popularização da internet, o que dificulta a modernização e exige soluções compatíveis com sistemas já existentes.
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Monitoramento e automação em etapas
A transformação digital geralmente começa com a criação de uma base tecnológica que conecta máquinas, sensores, sistemas de gestão e plataformas de análise de dados. Essa integração permite o monitoramento em tempo real, identificação de falhas e apoio a decisões mais ágeis e precisas, reduzindo a dependência de controles manuais.
Victor Guedes, gerente de negócios da Horus Distribuidora, ressalta que as indústrias possuem maturidade tecnológica e profissional para adotar essas inovações. Ele afirma que a tecnologia ajuda a manter operações contínuas, aumenta a eficiência, eleva a qualidade dos produtos e minimiza riscos que podem causar perdas e custos altos.
Além disso, a colaboração entre as áreas de Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia da Automação tem se intensificado, compartilhando infraestrutura e dados para conectar o chão de fábrica aos sistemas de gestão, manutenção, logística e planejamento.
Projetos modulares e integração com CFTV
Muitas indústrias optam por modernizar suas operações por meio de projetos modulares, que permitem uma atualização gradual da estrutura existente. Essa abordagem minimiza os impactos na produção e possibilita que os investimentos acompanhem o ritmo de maturação tecnológica de cada empresa.
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Fonte: curitibainforma.com.br
Segundo Willy Gomes, gerente de projetos da Horus Distribuidora, a integração entre automação e circuitos fechados de TV (CFTV) amplia a visibilidade dos processos produtivos. A câmera, além de função de segurança, passa a apoiar a gestão operacional, validando processos, identificando desvios, gerando alertas e fornecendo informações que ajudam a reduzir falhas e melhorar a tomada de decisão.
Equilíbrio entre inovação, custo e aplicabilidade
Para Cláudio França, o avanço da Indústria 4.0 no Brasil será guiado por projetos que estão cada vez mais alinhados à realidade das operações locais. O desafio está em equilibrar inovação, custo e aplicabilidade prática das tecnologias.
Ele reforça que a tecnologia precisa resolver problemas concretos, como diminuir paradas, aumentar a produtividade, melhorar a qualidade, dar mais visibilidade aos gestores e preparar as empresas para o próximo ciclo de crescimento. Quando esses objetivos são alcançados, a Indústria 4.0 deixa de ser apenas um conceito e se torna uma vantagem competitiva real para o setor industrial brasileiro.

