Programa +1Code promove integração de jovens periféricos ao setor tecnológico
No dia 20 de julho, a +1Code realizou o primeiro Encontro de Embaixadores do programa no espaço Oracle, em São Paulo. O evento reuniu alunos, ex-alunos e parceiros, celebrando uma iniciativa que já impactou 5.200 jovens de periferias e atualmente conta com 121 estudantes em seus programas nacionais e internacionais. Esse encontro representa um momento de conexão entre quem foi beneficiado e quem contribui para o desenvolvimento do projeto.
Criada em 2020, a +1Code tem como objetivo democratizar o acesso ao ensino tecnológico e ao letramento digital para jovens de periferia, um grupo historicamente sub-representado no mercado de tecnologia. Desde sua fundação, a iniciativa vem consolidando-se como uma ponte efetiva entre a periferia paulistana e um setor com baixa presença de jovens de baixa renda.
Conexão, acolhimento e oportunidades reais
“A ideia do nosso encontro é impulsionar quem está estudando conosco, conectá-los aos nossos apoiadores e mostrar que há diversas pessoas e empresas que acreditam na educação tanto quanto nós”, explica Tauan Matos, fundador e CEO da +1Code. Durante o evento, participantes compartilharam suas experiências com a tecnologia e o impacto do programa, além de estreitarem laços com as empresas que apoiam a ONG.
Para Luan Fabruzzi, aluno de 18 anos que ingressou na +1Code no início de 2026, o programa vai além do aprendizado técnico. “Ter pessoas que acreditam em você antes mesmo de você acreditar em si próprio é fundamental. O impacto social é extremamente positivo, pois levar educação e oportunidades para jovens de periferia é essencial. A educação elimina tanto a ignorância quanto a pobreza e sempre será o maior investimento. Para mim, a +1Code é oportunidade, família e acolhimento”, afirma.
Desafios e expansão do ensino tecnológico inclusivo
Silmara Silva, ex-aluna e hoje professora na +1Code, destaca os desafios enfrentados para democratizar o ensino de tecnologia. “Quando comecei em 2020, além de não ter computador, compreender o universo da programação era uma barreira. Levar esse ensino para regiões vulneráveis requer infraestrutura e estratégias específicas”, comenta. A +1Code já expandiu suas atividades para além do Brasil, ministrando cursos com tutoria de Silmara para alunos de São Tomé e Príncipe, na África.
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Em 2026, a +1Code planeja abrir novas turmas focadas em iniciativas consolidadas, como o Impulso.AI, voltado para capacitação em inteligência artificial; Tic em Trilhas, com cursos diversificados em tecnologia; Jogga e Aprende, que combina inglês e tecnologia por meio do esporte; e o Quebrada Podcast, que narra histórias de alunos e apoiadores do projeto. As inscrições para esses cursos podem ser feitas pelo site oficial da +1Code.
Metodologia e impacto social do +1Code
A +1Code é uma escola de impacto social que oferece cursos gratuitos de programação para jovens moradores de periferias. Seu método exclusivo envolve o aprendizado prático por meio de projetos reais, nos quais os alunos identificam problemas em suas comunidades e desenvolvem soluções tecnológicas concretas para resolvê-los.
Além de formar desenvolvedores qualificados, o programa inclui uma etapa de integração ao mercado de trabalho, conectando os estudantes a oportunidades reais no setor. Assim, os jovens não apenas aprendem a programar, mas também constroem carreiras transformadoras.
Desafios na adoção de tecnologias educacionais nas escolas
A implementação de tecnologias nas escolas enfrenta desafios que vão além da simples aquisição de equipamentos. Para que esses recursos contribuam efetivamente ao ensino e à aprendizagem, especialistas destacam a necessidade de planejamento cuidadoso, formação dos professores e estratégias alinhadas aos objetivos pedagógicos de cada instituição.
Esse tema é enfatizado em relatórios internacionais, como o Global Education Monitoring Report 2023, publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Cultura (UNESCO)). O documento ressalta que a utilização de tecnologias na educação deve estar integrada ao contexto pedagógico e orientada por evidências, considerando as necessidades dos alunos, professores e das escolas.
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Fonte: bahnoticias.com.br
Formação docente e acompanhamento pedagógico para uso eficaz da tecnologia
A preparação dos educadores é fundamental para a integração bem-sucedida das tecnologias no ambiente escolar. O ICT Competency Framework for Teachers, também desenvolvido pela Cultura (UNESCO), destaca que a formação docente é essencial para que os recursos tecnológicos sejam utilizados de forma planejada, promovendo práticas pedagógicas mais significativas e o desenvolvimento das competências digitais dos estudantes.
Nesse cenário, a VIVA Inteligência Educacional atua oferecendo consultoria especializada para o planejamento de projetos educacionais, formação de professores e acompanhamento pedagógico durante a implementação das soluções tecnológicas. A empresa considera aspectos como infraestrutura, objetivos pedagógicos e realidade de cada escola antes de definir quais tecnologias serão incorporadas ao processo de ensino.
Implementação estruturada para potencializar o uso da tecnologia na educação
Além da implantação, a VIVA acompanha a aplicação das tecnologias em sala de aula, apoiando gestores e educadores na utilização de recursos voltados à robótica educacional, pensamento computacional, programação, cultura maker, fabricação digital e inteligência artificial aplicada à educação.
Danilo Nogueira, técnico educacional da VIVA, destaca que a tecnologia é uma ferramenta importante, mas seu impacto depende diretamente da forma como é integrada ao planejamento pedagógico. “A formação dos professores e o acompanhamento das escolas fazem parte desse processo, garantindo que as soluções sejam utilizadas de maneira alinhada aos objetivos de aprendizagem”, afirma.
Com abordagem que vai do planejamento até o acompanhamento pedagógico, a VIVA busca apoiar as instituições de ensino na implementação estruturada de tecnologias educacionais, contribuindo para que esses recursos sejam incorporados às práticas pedagógicas conforme a realidade e as metas de cada escola.

