Decisão da Câmara Legislativa

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) decidiu arquivar três pedidos de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB). A decisão foi formalizada pelo presidente da Casa, deputado Wellington Luiz (MDB), e divulgada no Diário Legislativo nesta última sexta-feira, dia 20.

A análise técnica da Procuradoria-Geral da Câmara recomendou o arquivamento das representações. Segundo a Presidência da CLDF, as denúncias apresentadas não atenderam aos critérios necessários para que os pedidos seguissem seu trâmite. Com base nesse parecer, a Mesa Diretora optou por encerrar a tramitação dos pedidos de impeachment.

Motivos das Denúncias

Os pedidos de impeachment foram protocolados por partidos de oposição e estavam relacionados a questões envolvendo a atuação do governo do DF em negócios com o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. O BRB é uma estatal sob controle do governo local, o que levou os opositores a argumentarem sobre possíveis responsabilidades do governador em relação às operações investigadas.

O assunto ganhou notoriedade após surgirem suspeitas sobre a compra de carteiras de crédito e a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, um tema que também começou a ser examinado por outras instâncias. Apesar do arquivamento das três denúncias mais recentes, ainda existem pedidos de impeachment que permanecem pendentes de análise na Câmara Legislativa.

Reação do Governador e da CLDF

O governador Ibaneis Rocha, por sua vez, tem negado qualquer irregularidade e declarou anteriormente que acredita que as acusações não devem avançar. A Presidência da CLDF, em contrapartida, reforçou que as decisões são baseadas em critérios técnicos e jurídicos, conforme estabelecido pelo regimento interno da Casa.

Assim, a situação política no Distrito Federal permanece tensa, com a oposição ainda buscando maneiras de confrontar as ações do governo e com novos pedidos de impeachment aguardando avaliação. A continuidade desse cenário pode gerar novos desdobramentos, especialmente com a proximidade das eleições, onde a atuação do governo e suas repercussões serão claramente avaliadas pela população e pelos partidos adversários.

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