Transformações na Saúde do Distrito Federal

Focado na humanização do atendimento, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) completa sete anos em 2026, consolidando-se como uma referência em gestão pública na área da saúde. Ao longo desse período, a instituição tem promovido mudanças essenciais que visam otimizar a experiência dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as melhorias estão a reorganização da rede, a introdução de tecnologia nas unidades e a ampliação do acesso ao cuidado humanizado.

Um dos principais objetivos do IgesDF é reduzir o tempo de espera por atendimentos, proporcionando uma experiência mais fluida nas unidades de saúde. Segundo Cleber Monteiro, presidente do Instituto, “A saúde não é estática. Ela é dinâmica, urgente e lida com vidas. O IgesDF foi criado para dar agilidade aos processos e garantir que o cuidado chegue ao paciente no momento certo”.

Modelo de Gestão e Ampliação de Serviços

O IgesDF, instituído pela Lei Distrital nº 6.270, de 30 de janeiro de 2019, foi fundado a partir da reestruturação do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF). Esta transformação visa garantir maior autonomia administrativa e financeira às unidades de saúde pública, facilitando processos como compras e contratações, o que resulta em um atendimento mais rápido e eficaz.

Desde a sua implementação, o modelo de gestão adotado pelo IgesDF tem sido associado à reorganização de processos e ao fortalecimento dos serviços em áreas críticas, o que se reflete positivamente na experiência do usuário, especialmente durante períodos de grande demanda. Em seus primeiros anos, o instituto ampliou a gestão para incluir o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), consolidando a rede de urgência e emergência do DF.

Desafios e Superações Durante a Pandemia

Quando a pandemia de Covid-19 eclodiu, o IgesDF enfrentou um dos maiores desafios da saúde pública brasileira. Diante da situação crítica, a instituição rapidamente ampliou leitos de UTI e contratou profissionais de saúde em caráter emergencial, além de adquirir equipamentos essenciais, como respiradores. “Cada leito aberto e cada profissional contratado representavam uma chance real de salvar vidas”, recorda Cleber Monteiro.

Após os momentos mais desafiadores da pandemia, o IgesDF intensificou investimentos em tecnologia e infraestrutura. A modernização das unidades de saúde, com a incorporação de equipamentos sofisticados, como tomógrafos e ressonâncias magnéticas, não apenas ampliou a capacidade diagnóstica, mas também contribuiu para a diminuição das filas para exames.

Inovações e Humanização no Atendimento

A incorporação do Hospital Cidade do Sol (HSol) em 2024 representa um avanço significativo na estratégia de expansão do IgesDF. A unidade se destaca no atendimento hospitalar e na retaguarda da rede, aliviando a pressão sobre as instituições de maior complexidade. Sob a gestão do IgesDF, o HSol passou por uma reorganização que fortaleceu as equipes multiprofissionais e ampliou a capacidade de atendimento.

Além da estrutura física e dos equipamentos, o instituto priorizou a humanização do atendimento. Projetos voltados para o acolhimento e a escuta qualificada dos pacientes passaram a ser parte fundamental do cotidiano das unidades. Com a promulgação da Lei nº 15.126 em abril de 2025, que estabelece a atenção humanizada como diretriz obrigatória nos serviços de saúde, o IgesDF já avançava nesse sentido por meio do Programa Humanizar.

Resultados e Projeções Futuras

Ao completar sete anos de atuação, o IgesDF alcança resultados que refletem a modernização e reorganização da rede de saúde. Obras, novos equipamentos e melhorias nos processos assistenciais nos últimos dois anos contribuíram para o fortalecimento do atendimento em diversas unidades, incluindo o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria e as UPAs.

A instalação de novos equipamentos e a reforma de setores essenciais melhoraram a capacidade de atendimento e a experiência dos pacientes. A tecnologia também se destacou com a expansão das teleconsultas, que facilitaram o acesso à saúde, tornando o fluxo de encaminhamentos mais eficiente.

A humanização, por sua vez, continua a ser um objetivo central do IgesDF. A criação de programas voltados à escuta e acolhimento de públicos vulneráveis reflete um compromisso com um cuidado mais empático. O IgesDF conclui seu sétimo ano com uma rede mais estruturada e próxima da população, promovendo melhorias significativas na saúde pública do Distrito Federal.

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