ICMBio assume apoio técnico na Reserva Ecológica do IBGE
A Reserva Ecológica do IBGE, conhecida como Reserva do Roncador, no Distrito Federal, iniciou uma nova fase em sua trajetória de conservação ambiental. A área, reconhecida como um dos principais centros para o estudo do bioma Cerrado brasileiro, passou a integrar oficialmente o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Agora, conta com o apoio técnico e a gestão compartilhada do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Essa mudança foi anunciada em Brasília, na última segunda-feira (29), durante as celebrações dos 90 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos 50 anos da reserva, que completará meio século em dezembro de 2025. A iniciativa busca intensificar a proteção de um território fundamental para a ciência e o equilíbrio ambiental da região central do país.
Um refúgio de biodiversidade pressionado pela expansão urbana
Com 1.391 hectares, a Reserva do Roncador está situada a apenas 25 quilômetros do centro de Brasília. Apesar da proximidade com a capital federal, a área funciona como um importante santuário natural, preservando mais de 4 mil espécies de plantas e animais. Além da conservação, a reserva é essencial para a geração de dados geodésicos, cartográficos e ecológicos que auxiliam no desenvolvimento de políticas públicas em todo o Brasil.
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O gestor da reserva, Mauro César Lambert de Brito Ribeiro, destacou que a integração ao ICMBio representa uma estratégia para enfrentar os desafios impostos pela expansão urbana ao redor da unidade. Segundo ele, o crescimento imobiliário e a degradação das áreas periféricas exigem ações mais robustas e integradas para garantir a proteção desse ecossistema.
Novos rumos para a estrutura e governança da reserva
Com essa alteração, a Reserva do Roncador passa a ser oficialmente denominada Estação Ecológica Roncador. O presidente do ICMBio, Mauro Oliveira Pires, explicou que a mudança exige a elaboração de um plano de manejo detalhado e a criação de um conselho gestor, conforme os protocolos adotados para as demais estações ecológicas federais.
A cogestão entre ICMBio e IBGE seguirá diretrizes conjuntas para assegurar que a vocação científica da reserva seja mantida. O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, ressaltou que a oficialização da unidade está alinhada à agenda nacional de combate às mudanças climáticas, ampliando a capacidade de monitoramento e pesquisa do local, que se tornará um laboratório ainda mais relevante para o país.
Legado científico e monitoramento climático consolidado
A importância da reserva ultrapassa os limites do Distrito Federal. Criada em 22 de dezembro de 1975, ela já era reconhecida internacionalmente desde 1993, quando a Unesco a incluiu como Área Núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado. A unidade conta com infraestrutura avançada, incluindo laboratórios, herbário e estações meteorológicas, que atraem pesquisadores do Brasil e do exterior.
