Desafios Financeiros do DF

O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, fez uma avaliação contundente sobre a atual gestão financeira do governo local, classificando-a como ‘não ideal’ e que ‘beira a imprudência’. A partir de 2023, o governo passou a gastar mais do que arrecadou, o que levanta preocupações sobre a saúde fiscal da região. Em um vídeo recente, Oliveira enfatizou que o governo precisa urgentemente ‘segurar as despesas’ e aplicar os recursos de maneira mais eficaz.

A avaliação do secretário ocorre em um contexto de baixa nota na Capacidade de Pagamento (Capag), um indicador fundamental utilizado pelo Tesouro Nacional para medir a saúde financeira de estados e municípios. De acordo com Oliveira, a nota baixa impacta diretamente a capacidade do governo do DF de realizar operações de crédito, uma vez que o Capag da região é classificado como C, o que condiciona a obtenção de melhores condições de juros e aval do Governo Federal.

O secretário também foi questionado sobre se a má gestão é a causa da baixa nota e fez uma reflexão. ‘É uma gestão não ideal. Beira a imprudência. O normal seria arrecadar primeiro e depois comprometer as contas orçamentárias’, comentou Oliveira, destacando que até o fim de 2022, o governo tinha um superávit, mas a partir de 2023 as despesas começaram a superar a arrecadação de forma sistemática.

De acordo com ele, o governo empenhou uma quantidade significativa de gastos para os anos de 2024 e 2025, mas não honrou os pagamentos. ‘Quando chegamos a janeiro e fevereiro, o governo tenta dar uma resposta aos credores usando recursos do orçamento de 2026 para quitar despesas de anos anteriores’, explicou. Para Oliveira, a solução passa por uma redução efetiva das despesas e um incremento na arrecadação.

O secretário mencionou um decreto assinado pela governadora Celina Leão, que determinará uma análise cuidadosa de cada despesa. ‘Precisamos segurar as despesas. Todas as contas serão analisadas uma a uma’, ressaltou.

Valdivino de Oliveira assumiu a Secretaria de Economia no dia 1º de abril deste ano. Em entrevista à CBN, comentou que ao assumir, encontrou um déficit superior a R$ 2,7 bilhões na pasta. Sua experiência anterior inclui a função de Secretário Municipal da Fazenda de Goiânia, onde atuou de janeiro de 2025 até abril de 2026, além de cargos relevantes em Goiás e no DF, como secretário de Fazenda na década de 90, vice-prefeito de Goiânia e deputado federal entre 2011 e 2015.

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