Integração entre Assistência Social e Educação
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) marcou presença, na quarta-feira (4), na 2ª edição do Fórum Movimente, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae-DF). O evento tem como objetivo incentivar o empreendedorismo feminino e reunir lideranças comprometidas com a autonomia das mulheres.
Com a participação da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o painel intitulado “Assistência social e educação como garantias de direitos” contou também com a presença da primeira-dama Mayara Noronha Rocha e da secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. O debate destacou a relevância das políticas públicas na promoção da autonomia financeira feminina e na criação de oportunidades que podem levar à transformação social.
O evento, realizado no Royal Tulip Brasília Alvorada, foi o cenário para a assinatura de um protocolo de intenções com o Sebrae, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra). O objetivo é expandir ações voltadas para a qualificação profissional e geração de emprego e renda. Essa iniciativa se alinha ao Cartão Uniforme Escolar, conforme estabelecido na Lei nº 7.745/2025, que assegura a compra de uniformes para alunos da rede pública de ensino.
“Firmamos essa parceria para ampliar a formação de mulheres que desejam atuar na área de vestuário. Elas terão acesso a capacitação, suporte para aquisição de máquinas, linha de crédito e acompanhamento do Sebrae. Estamos unindo forças para garantir oportunidades e promover a autonomia”, declarou Hélvia.
Perspectivas de Empreendedorismo e Assistência Social
A vice-governadora Celina Leão acompanhou a assinatura do protocolo e destacou a evolução do setor produtivo no atendimento à rede pública. “No início, havia preocupações de que o setor não seria capaz de atender à demanda da rede pública. Contudo, hoje podemos observar um setor de vestuário preparado. É gratificante ver costureiras faturando quase R$ 2 mil por semana. Isso representa mais emprego e renda para o Distrito Federal”, enfatizou.
Durante o painel, Mayara Noronha Rocha sublinhou a necessidade de integrar o empreendedorismo com políticas de proteção social, especialmente para mulheres que se encontram em situações de vulnerabilidade. De acordo com ela, medidas como transporte gratuito para registrar ocorrências, buscar apoio jurídico ou participar de cursos de capacitação têm contribuído para a dignidade e independência feminina. “É gratificante ver tantas mulheres empreendedoras aqui, mas não podemos esquecer de apoiar aquelas que vivem em vulnerabilidade. Temos iniciativas como transporte gratuito e cursos com bolsa para garantir a autonomia financeira”, ressaltou.
Ana Paula Marra, por sua vez, enfatizou a importância de assegurar as condições básicas de sobrevivência antes de falar sobre empreendedorismo. “Não podemos discutir empreendedorismo para quem não tem o que comer. O Estado precisa garantir o mínimo para que essas mulheres possam sonhar”, afirmou.
Educação como Caminho para a Emancipação
A discussão também abordou a ligação entre educação e oportunidades. Hélvia Paranaguá defendeu uma maior presença feminina nos espaços de decisão e lembrou que as políticas educacionais são essenciais para a emancipação. “Precisamos abrir mais espaço para as mulheres em posições de poder. Além disso, é fundamental lembrar que creche é uma questão educacional. É um direito tanto da criança quanto da mãe, permitindo que elas possam trabalhar ou estudar”, destacou.
Hélvia apresentou dados sobre o Cartão Creche no Distrito Federal, que atualmente oferece 6.300 vagas, com aproximadamente quatro mil crianças já em processo de encaminhamento. Essa política tem como objetivo garantir acesso à educação de qualidade, fundamental para o desenvolvimento das crianças e a emancipação das mães.
