Nova tecnologia promete reduzir contaminações em ambientes de saúde

Uma pesquisa realizada com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) comprovou a eficácia de uma fita antimicrobiana composta por cobre, voltada para o controle de contaminações em hospitais. O estudo, que foi veiculado na revista científica Antibiotics, revelou uma diminuição expressiva da carga microbiana em superfícies frequentemente tocadas, após 19 semanas de aplicação em um hospital universitário. A tecnologia desenvolvida agora segue o caminho para ser registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), visando sua futura incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A fita anticontaminação utiliza um revestimento adesivo flexível que integra cobre a uma matriz polimérica, capaz de eliminar microrganismos de maneira contínua e passiva. A coordenadora do estudo e CEO da startup People&Science, Andreanne Vasconcelos, esclareceu que este produto possibilita a autodesinfecção constante de objetos como torneiras, corrimãos e maçanetas. De acordo com a biomédica, essa abordagem reduz a necessidade de limpezas químicas frequentes e mudanças de comportamento dos usuários, oferecendo uma solução prática para ambientes hospitalares.

“O apoio recebido foi fundamental não apenas para a execução do projeto, mas também para a minha evolução como jovem pesquisadora. Esse suporte fortaleceu minha formação, ampliou oportunidades de colaboração internacional e aumentou meu engajamento em produzir ciência impactante no Brasil”, destacou Andreanne Vasconcelos.

Reconhecimento e Fomento à Pesquisa Científica

O projeto beneficiou-se de recursos provenientes dos editais Demanda Espontânea e FAPDF Participa, permitindo a realização de testes laboratoriais e uma cooperação técnica com a University of Lincoln, localizada no Reino Unido. Para Leonardo Reisman, presidente da FAPDF, o reconhecimento internacional da pesquisa enfatiza a importância do investimento público em ciência no Distrito Federal. A fundação já planeja expandir os testes da fita antimicrobiana para outros ambientes, como transporte público e instituições de ensino.

“Quando uma pesquisa respaldada pela FAPDF recebe destaque internacional, isso mostra que o investimento público em ciência resulta em avanços concretos e significativos para a sociedade”, afirmou Leonardo Reisman. A expectativa é que essa inovação contribua significativamente para a segurança e saúde pública, minimizando a propagação de infecções em diversos ambientes.

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