Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca em Minas Gerais

Entre os dias 9 e 11 de junho, Uberlândia sediou a etapa estadual de Minas Gerais da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca. O evento reuniu produtores, técnicos, pesquisadores, representantes do setor, sociedade civil e poder público, com o objetivo de discutir os desafios e oportunidades da aquicultura no estado. A etapa foi dividida em dois momentos: durante a Aquishow Brasil 2026, foram tratados temas relacionados à aquicultura, enquanto no dia 25 de junho será realizada a discussão sobre pesca.

A abertura da conferência contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Lázaro Medeiros, do diretor-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores, e de membros do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE). O coordenador da Comissão Executiva Nacional da conferência, Paulo Faria, destacou a importância de realizar o encontro durante a Aquishow, facilitando a aproximação entre produtores, técnicos e lideranças do setor para fortalecer o debate.

Retomada da Participação Social no Setor de Pesca e Aquicultura

Este ciclo de conferências regionais reforça o compromisso do Governo Federal com a retomada da participação social na pesca e aquicultura, após 16 anos. A etapa nacional da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca está prevista para ocorrer de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF), sob o tema “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”.

Soja e Milho Impulsionam Exportações do Agronegócio Brasileiro

O agronegócio brasileiro mantém sua força no mercado internacional, com as exportações de soja previstas para alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, conforme estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Esse volume supera o registrado no mesmo período de 2025 e confirma a competitividade do Brasil no comércio global.

Até o momento, os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história do setor exportador nacional. A soja segue como principal produto na pauta exportadora, impulsionada pela alta demanda internacional e pela oferta nacional robusta.

Principais Destinos e Crescimento do Farelo de Soja

A China continua sendo o maior comprador da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações entre janeiro e maio. Outros países como Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também se destacam como importantes mercados para o grão nacional.

O farelo de soja também apresenta crescimento significativo em 2026, com estimativa de embarques de cerca de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao do mesmo mês em 2025. Este avanço reflete o fortalecimento da indústria de processamento nacional, que agrega valor à produção agrícola. Entre os principais destinos estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação do mercado consumidor.

Milho Ganha Espaço no Comércio Internacional

O milho brasileiro também destaca-se em 2026, com embarques acumulados superiores a 6,3 milhões de toneladas, crescimento expressivo em relação ao ano anterior. A previsão para junho é de cerca de 598 mil toneladas exportadas. Mercados estratégicos no Norte da África e Oriente Médio, como Egito, Vietnã e Irã, lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Expansão Logística e Competitividade dos Portos do Arco Norte

A logística desempenha papel fundamental no crescimento das exportações brasileiras. Portos tradicionais como Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho. Paralelamente, os portos do Arco Norte ampliam sua relevância, contribuindo para a redução dos custos logísticos e aumentando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro em 2026

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia nacional. O crescimento das exportações ocorre em um cenário de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor. Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue consolidado como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, impulsionando a balança comercial e gerando renda no campo.

A expectativa é que as exportações continuem aceleradas durante o segundo semestre de 2026, especialmente com o aumento do comércio de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

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