Iniciativa para Impulsionar a Inovação no Distrito Federal
A Embrapa Agroenergia e a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia apresentaram na última sexta-feira (13/2) o edital Deep Tech, uma iniciativa da FAPDF destinada a pesquisadores e colaboradores das Unidades da Embrapa no Distrito Federal. Durante o evento, realizado na sede da Embrapa em Brasília, foi anunciado um investimento de R$ 10 milhões que visa transformar conhecimento científico e soluções tecnológicas em negócios de base tecnológica, conhecidos como deep techs, além de estreitar a relação entre a pesquisa e o mercado.
O edital, que busca promover a interação com as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), contou com a presença de Daniel Pimentel e Douglas Veronez, sócio-diretor e gerente de projetos da consultoria Emerge, que elaborou o edital em colaboração com a CAMP. Durante a apresentação, foram discutidas as fases e critérios do edital, com o objetivo de despertar o interesse de pesquisadores e bolsistas em iniciativas inovadoras. A proposta é que os investigadores compreendam melhor a modelagem das startups, ajudando na identificação de oportunidades de negócios a partir das tecnologias desenvolvidas na Embrapa.
Estrutura do Programa Deep Tech
A Embrapa Agroenergia desempenhou um papel fundamental na elaboração do edital e no desenvolvimento do ecossistema de inovação no Distrito Federal. Em reunião realizada em janeiro, a Unidade contribuiu para discutir os detalhes do documento. Juliana Evangelista, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa, participou do painel de abertura do evento de lançamento no Biotic (DF), ao lado de representantes da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Católica. “Queremos dialogar com os atores do ecossistema local para fomentar as deep techs e oferecer infraestrutura para pesquisa, como nossos laboratórios e campos experimentais”, afirmou Evangelista.
O edital será dividido em fases. A primeira etapa consiste em uma capacitação ampla e gratuita, destinada a qualquer interessado que deseje entender como estruturar uma pesquisa que atenda às demandas do mercado. Esta fase representa uma oportunidade valiosa para os pesquisadores que buscam aprender sobre parcerias com startups. “A proposta é profissionalizar o ecossistema, aprimorando a capacidade dos pesquisadores em inovar por meio da ciência e, assim, aumentar as chances de sucesso das startups originadas das pesquisas”, explicou Veronez.
Fases de Seleção e Aceleração
Na segunda fase, 30 propostas serão selecionadas e cada uma receberá R$ 60 mil para a modelagem do negócio, garantindo que todas as deep techs tenham CNPJ. “O objetivo é terminar esta fase com todos os 30 projetos consolidados”, destacou Veronez. Contudo, apenas 10 projetos avançarão para a terceira fase, que se concentrará na Aceleração.
Nesta etapa, o foco será a estruturação do negócio e o início do diálogo com investidores potenciais. Também se dará início às pesquisas necessárias para validar as tecnologias. “Queremos ter bons negócios e realizar validações tecnológicas em infraestruturas já existentes no DF, por isso a colaboração das ICTs é essencial”, reiterou Veronez.
Por fim, a última fase será dedicada à Subvenção Complementar, onde as 10 startups já consolidadas estarão preparadas para captar investimentos privados. Serão alocados R$ 4 milhões por meio de Matchfunding, onde a FAPDF iguala o valor depositado por investidores. “Uma tecnologia com direcionamento claro e impacto relevante já se destaca nesse cenário”, concluiu Douglas.
