Gestão Orçamentária em Ano Eleitoral

No contexto de preparação para as eleições, Daniel Izaias de Carvalho, secretário de Economia do Distrito Federal, destacou em entrevista ao CB.Poder — uma colaboração entre Correio e TV Brasília — a importância de uma gestão orçamentária que permita a execução regular das políticas públicas. “O governador Ibaneis Rocha tem como objetivo entregar as contas públicas de 2026 em ordem”, afirmou, durante a conversa com as jornalistas Ana Maria Campos e Samanta Sallum, referindo-se à prioridade do último ano do seu mandato.

Além de abordar a arrecadação tributária crescente em 2025, que incluiu aumentos em ICMS e ISS, o secretário também questionou a necessidade do decreto nº 48.172, assinado pelo governador em 20 de janeiro de 2026, que reorganiza despesas e pede que os órgãos do governo “apertem o cinto”.

Crescimento e Desafios da Arrecadação

No entanto, Ibaneis Rocha acredita firmemente que seu governo é um dos mais bem-sucedidos da história do DF, principalmente pela revolução na área da infraestrutura e pelo aumento significativo do orçamento destinado à assistência social, que saltou de R$ 300 milhões para quase R$ 1 bilhão. Além disso, o governador conseguiu quitar a terceira parcela do reajuste salarial dos servidores, que estava pendente, e contratou mais de 37 mil novos funcionários, além de implementar um plano de saúde para a categoria.

Uma questão que persiste é a definição de quais áreas sofrerão contingenciamento e quais serão preservadas. “Precisamos cadenciar a execução do orçamento para que as políticas públicas sejam implementadas de maneira contínua. O decreto que emitimos recentemente é uma prática comum todos os anos para programação financeira orçamentária. Quando o ano começa, temos um novo orçamento em que R$ 74 bilhões serão utilizados ao longo dos meses. Entretanto, não recebemos essa quantia integralmente no primeiro dia do ano; arrecadamos aos poucos”, explicou Carvalho.

Ele acrescentou que é crucial ajustar as despesas conforme a entrada dos recursos, o que justifica a liberação gradual das cotas financeiras para as unidades orçamentárias durante o ano, evitando gastos excessivos em relação à arrecadação. Esse procedimento, segundo novo, é uma prática anual, mas ganhou destaque devido ao ano eleitoral.

Fontes de Recursos e Impacto de Aumento na Arrecadação

Quando questionado sobre as fontes que possibilitaram a realização de diversas obras e o aumento significativo na área social, Carvalho ressaltou que o crescimento orçamentário ocorre de forma incremental, não necessariamente por aumento de alíquotas. “A base de arrecadação cresce devido ao desenvolvimento econômico e ao crescimento vegetativo, que são fatores que impulsionam esse aumento. Com relação ao Fundo Constitucional do DF, temos um fator de correção baseado no crescimento da receita corrente líquida da União, o que resultou em um orçamento quase que de R$ 74 bilhões por ano. Esse crescimento nos permitiu investir em áreas sociais, saúde, educação, segurança e infraestrutura ao longo dos anos”, explicou.

Banco de Brasília e Suporte Governamental

Em relação ao Banco de Brasília (BRB), Carvalho comentou sobre a possibilidade de aporte de recursos e a comunicação com o Banco Central, que é tratada de maneira confidencial. “Posso assegurar que o BRB está em uma posição sólida para enfrentar desafios. Desde novembro de 2025, o banco lidou com várias tentativas especulativas, mas continua a operar normalmente. À medida que o BRB identificar suas necessidades, o GDF se organizará para oferecer suporte, visto que o banco é um patrimônio da cidade”, destacou. A instituição é uma entidade privada com o Distrito Federal como acionista majoritário e atua no mercado financeiro sob a regulação do Banco Central.

Por fim, Carvalho lembrou que o GDF já ajudou o BRB em momentos de necessidade e que esse apoio é comum tanto em Brasília quanto em outros estados, citando, como exemplo, o recente aporte de R$ 10 bilhões destinado aos Correios pela União.

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