Iniciativa para Aceleração de Startups Deep Tech

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) acaba de anunciar o lançamento do Programa Deep Tech FAPDF, uma nova estratégia voltada para a criação e aceleração de negócios com foco em tecnologias profundas no DF. Com um investimento total de R$ 9,8 milhões, o programa tem como objetivo transformar projetos científicos em startups de alto impacto, concentrando-se em inovações que podem levar a melhorias significativas na indústria.

Executado pela Emerge e pela Cotidiano Aceleradora (CAMP), a iniciativa proporciona uma jornada completa que inclui capacitação em inovação, validação tecnológica e captação de investimentos. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 18 pelo site oficial do programa.

O que são Deep Techs?

Deep techs referem-se a tecnologias que emergem de descobertas científicas ou avanços tecnológicos significativos, baseadas em um conhecimento aprofundado e testável ao longo de muitos anos de pesquisa. Ao contrário de inovações incrementais, essas tecnologias enfrentam desafios consideráveis, como riscos científicos e de engenharia, e exigem comprovação de funcionamento em cenários reais antes da validação no mercado.

O ciclo de desenvolvimento dessas soluções é, frequentemente, mais longo e intensivo em capital. As deep techs dependem de validações experimentais, testes regulatórios e infraestrutura especializada, tornando a tarefa de transformar conhecimento em inovações aplicáveis e negócios sustentáveis um desafio complexo.

Alinhamento com a Esteira de Inovação

O Programa Deep Tech FAPDF está coerente com a estratégia de inovação da FAPDF, operando nos níveis mais altos de maturidade tecnológica, que vão do TRL 7 ao TRL 9 (Technology Readiness Level). Nesta fase, as soluções já contam com protótipos avançados e testes em ambientes reais, além de potencial para escalabilidade. O foco do programa abrange a consolidação tecnológica, inserção no mercado, estruturação empresarial e geração de impactos econômicos e sociais.

“Reconhecemos que o Distrito Federal possui ciência de alta qualidade. O programa Deep Tech foi concebido para conectar essa produção ao mercado, apoiando tecnologias que já estão em estágios avançados e criando uma trajetória estruturada para que se tornem startups robustas, capazes de escalar e atrair investimentos”, afirma Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF.

Estrutura do Programa Deep Tech

O programa é dividido em quatro etapas principais:

  • Capacitação em Inovação: Todos os inscritos terão acesso a uma trilha estruturada de formação em empreendedorismo científico e elaboração de projetos inovadores.
  • Modelagem de Negócios: Serão escolhidos 30 projetos que receberão uma subvenção de R$ 60 mil cada para a criação da startup e a estruturação do modelo de negócio.
  • Aceleração e Validação Tecnológica: Dentre os 30 projetos, 10 startups serão selecionadas para a fase de aceleração, recebendo uma subvenção adicional de R$ 600 mil para testes de conceito, validação e inserção no mercado.
  • Matching Fund: O programa contará com um mecanismo de co-investimento público-privado: para cada R$ 1 milhão captado junto a investidores, haverá uma complementação pública de R$ 1 milhão, até um limite máximo de R$ 2 milhões.

Com um total de R$ 9,8 milhões mobilizados, o Programa Deep Tech FAPDF destina R$ 1,8 milhão para os 30 projetos iniciais (R$ 60 mil cada), R$ 6 milhões para as 10 startups que avançarem (R$ 600 mil cada) e R$ 2 milhões para o fundo de matching fund, que segue o modelo 1:1 com capital privado.

A expectativa é fomentar a criação de novas startups deep tech no Distrito Federal, fortalecer a transferência de tecnologia das instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) para o mercado e gerar empregos qualificados, consolidando o DF como um polo nacional de inovação com base científica.

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